“Balançámos mas não caímos”

O Partido Socialista apresentou os candidatos a todos os órgãos autárquicos de Portimão. A cerimónia pública teve lugar esta Quinta-feira, no Jardim 1º de Dezembro, situado em frente ao Teatro da cidade.

A ocasião foi aproveitada pela recandidata à presidência da Câmara, Isilda Gomes, para falar da “situação catastrófica” que diz ter encontrado e do que foi feito, ao longo destes quatro anos, para tentar resolver os problemas.

O ponto de partido foi uma dívida de “cerca de 200 milhões de euros, que crescia de dia para dia com juros que disparavam e juros de mora que ninguém perdoava”. A situação era tão má e caótica que “chegámos a ter penhoras que ficaram por fazer porque os bens indicados já tinham sido penhorados por outra entidade.”

Foi, confessou, um período muito difícil, em que “senti várias vezes que o arame estava a afrouxar e que, olhando para baixo, não se via uma rede que amparasse a queda. Balançámos mas não caímos.”

Os problemas maiores acabaram por ser resolvidos, em especial, na vertente financeira, em que “baixámos a divida em 61 milhões de euros e equilibrámos as contas, tendo tido os melhores resultados financeiros da história da autarquia.”

Graças a isso, “recuperámos a capacidade de investimento” e foi possível começar, nos últimos tempos, a virar a atenção para a recuperação do espaço público, tendo a autarquia lançado “um programa de repavimentações onde esperamos gastar cerca de 3 milhões de euros nos próximos 3 anos” e dos jardins e espaços verdes “num investimento de 1 milhão de euros por ano.”

Se ganhar as próximas eleições autárquicas, a “prioridade absoluta” continuará a ser a recuperação do espaço público.

“Não nos escondemos atrás de coligações porque não temos vergonha da sigla que ostentamos”

Como seria de esperar, na sua intervenção houve espaço para algumas críticas à oposição, em especial, à liderada por José Pedro Caçorino, que se apresenta a votos integrada na coligação Servir + Portimão. O que foi, desde logo, pretexto para Isilda Gomes lançar a farpa de que “estamos a dar a cara pelo Partido Socialista, não nos escondemos atrás de coligações porque não temos vergonha da sigla que ostentamos.”

Relativamente à actuação, ao longo do mandato, da “oposição de direita”, no essencial, ela ficou-se por tomadas de posição contra o Fundo de Apoio Municipal, a construção da nova rotunda na Torralta e “todos os documentos financeiros relevantes”, o que “é pouco, muito pouco para quem tem ambição de ser poder em Portimão.”

Referindo-se ao discurso da semana passada de José Pedro Caçorino, na apresentação dos cabeças-de-lista da coligação,  criticou que tenha vindo, “mais uma vez, colocar em causa as contas da autarquia, reeditando uma mensagem que já tinha testado há cerca de um ano atrás, dizendo que as contas da Câmara não eram sérias.”

Ora, o que a actual presidente da Câmara não considera ser sério “é dizer que as contas não reflectem a realidade, ser instado a pedir uma auditoria financeira independente, não o fazer, remetendo-se a um silêncio cobarde e, a apenas dois meses das eleições, quando sabe que essa auditoria não é realizável em tempo útil, vir outra vez com a mesma ladainha.”

A acompanhar Isilda Gomes na lista para a Câmara surgem, nos lugares imediatos, Castelão Rodrigues, Filipe Vital e Teresa Mendes. Os cabeças-de-lista para os outros órgãos autárquicos são João Vieira (Assembleia Municipal), Álvaro Bila (Freguesia de Portimão), Ivo Carvalho (Alvor) e José Vitorino (Mexilhoeira Grande).

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