Rastreios visuais gratuitos para crianças

Os responsáveis dos Municípios de Loulé e de S. Brás de Alportel, Vítor Aleixo e Vítor Guerreiro, e o presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve – ARS, Paulo Morgado, realizaram uma visita simbólica ao Jardim de Infância de Vale de Rãs, em Loulé, um dos estabelecimentos de ensino onde decorre o projecto pioneiro no país de promoção da saúde visual na infância. Nesta escola, a comitiva teve a oportunidade de acompanhar os rastreios realizados junto dos alunos para despiste de doenças oftalmológicas.

Esta iniciativa surge no âmbito de um protocolo celebrado, em 2017, entre as Câmaras Municipais de Loulé e S. Brás de Alportel e a ARS. A acção, que visa detectar eventuais problemas de acuidade visual e posterior encaminhamento para serviços de oftalmologia do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, EPE para confirmação do diagnóstico e tratamento, irá abranger perto de 1500 crianças do pré-escolar (dos 4 aos 6 anos) da rede pública e solidária do Concelho de Loulé.

Cinco enfermeiras da Equipa de Saúde Escolar da Unidade de Cuidados na Comunidade Gentes de Loulé, operacionalizam estes rastreios em salas devidamente equipadas nas escolas. Para tal, foi necessário formação destas técnicas de saúde na área da Oftalmologia que permitirá agora fazer testes de visão ao longe e ao perto, visão de profundidade e a 3 dimensões, testes de visão cromática, testes de luz que permitem observar a posição do olhar e verificar se há estrabismo ou testes para ver a estereoscopia. 

O presidente da edilidade louletana, Vítor Aleixo,  salientou o carácter inovador desta iniciativa única em território nacional e manifestou todo o empenho da Câmara de Loulé. “Isto é muito importante para fazer o despiste precoce de problemas visuais das crianças. Por outro lado, é sinal que o Serviço Nacional de Saúde está a funcionar”, considerou.

Já Paulo Morgado, presidente da ARS, afirmou que o que se pretende é ir mais além e, nesse sentido, está já em preparação um outro projecto que vai ao encontro deste protocolo. “O que queremos agora é arrancar, nos centros de saúde, com rastreios da ambliopia e de outras alterações, para crianças de 2 anos de idade, detectando cataratas ou outros problemas que surgem às vezes mais precocemente”, explicou este responsável.

Apesar de considerar que o número de especialistas em oftalmologia é insuficiente para as necessidades da região, Paulo Morgado explicou que este será um projeto-piloto num dos dois serviços existentes, sendo posteriormente alargado a todo o Algarve.

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