Lagoa inaugurou percurso de natureza e obras de restauro da Torre da Lapa

A Câmara de Lagoa promoveu, hoje, a inauguração do percurso de natureza «Caminho dos Promontórios» e das obras de restauro da Torre da Lapa.

Desenvolvendo-se ao longo de cerca de 7 quilómetros, entre a Praia do Molhe (Ferragudo) e a Praia do Paraíso (Carvoeiro), o «Caminho dos Promontórios» incide sobre uma plataforma rochosa calcária, com alturas que variam entre os 2,5 e os 40 metros.

Os caminhantes vão deparar-se com vales suspensos, praias, pequenas enseadas, arribas e algares. O passeio é, também, indicado para os amantes da observação de aves, que devem ter especial atenção quando passarem perto do Leixão da Gaivota, classificado como Zona de Proteção Especial (ZPE), devido à sua importância como local de nidificação de garças.

O «Caminho dos Promontórios», que exigiu um investimento de 118.500 euros, junta-se aos dois outros percursos da natureza existentes no concelho: o «Percurso dos 7 Vales Suspensos» (entre as praias de Vale Centeanes e da Marinha) e o «Caminho do Algar Seco».

Trata-se, referiu o vice-presidente da Câmara, Luís Encarnação, de “uma forma do concelho diversificar a sua oferta turística”, uma vez que o turismo de Natureza tem cada vez mais adeptos que se deslocam às zonas de interesse não apenas no verão, mas em qualquer altura do ano. Por esta via, o concelho também promove muitas das belezas naturais que tem e que, frequentemente, não são devidamente apreciadas por residentes e turistas.

A ocasião foi, também, aproveitada para a autarquia mostrar o resultado das obras de restauro da Torre da Lapa, com a qual se vai deparar quem fizer o «Caminho dos Promontórios». Trata-se de uma estrutura militar, construída no séc. XVI, que servia para vigiar a zona costeira e dar o alerta quando os piratas aparecessem.

Ao longo dos anos, a estrutura foi-se degradando, até que a autarquia resolveu avançar com uma intervenção de restauro que custou 51.500 euros e que permitiu iniciar o processo que há-de levar à sua classificação como Imóvel de Interesse Nacional. No decorrer da cerimónia, foi enterrada no solo uma ‘cápsula do tempo’ que, no seu interior, tem uma pen contendo um documentário sobre as obras de restauro e diversos outros elementos que darão informação às gerações futuras sobre a Torre da Lapa.

A diretora regional da Cultura, Alexandra Gonçalves, elogiou a intervenção ali levada a cabo, bem como o documentário produzido, que dá a conhecer o que foi a Torre da Lapa.

O presidente da Câmara de Lagoa, Francisco Martins, aproveitou a sua intervenção para fazer “um elogio à teimosia”, lembrando que quando se iniciou o projeto muitos disseram que não era possível levá-lo a bom porto. Mas com “teimosia”, aliada “a muito trabalho e persistência”, foi possível recuperar um elemento que testemunha a história do concelho ao longo de vários séculos.

 

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