Algarve à espera de turistas e de forte investimento público

Em entrevista ao «Algarve Marafado», o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, defende que, a partir de setembro, seja implementado um forte programa de apoio que permita manter as empresas a funcionar e aumentar o investimento promocional.

Numa altura em que se fala tanto da necessidade de um forte programa para a região, em que áreas e projetos pensa que devem ser aplicados os 300 milhões de euros que o 1º ministro prometeu aqui investir?

Em primeiro lugar há que ter em atenção que estamos a falar de 300 milhões da área da coesão a que uma região como o Algarve, que está em fasing out, não tem acesso, é, portanto, um adicional e não o valor total a investir.

Segundo disse o 1º ministro, esta verba deverá ser aplicada na diversificação da economia, em infraestruturas e na área da saúde.

Isso são ideias genéricas. Em concreto, para que projetos acha que deve ser canalizada a maior parte do dinheiro?

O Algarve já tem há muito tempo definido quais são os projetos estruturantes em que se deve investir. Entre eles, destaco a eletrificação da linha férrea, o novo hospital central e o porto de cruzeiros de Portimão.

Mas, para responder à situação atual, é fundamental que tenhamos, a partir de setembro, mecanismos que garantam a manutenção da capacidade produtiva das empresas e que apoiem o emprego.

A este nível devem ser encontradas soluções que permitam que se aproveite a época baixa para qualificar as pessoas e para sairmos disto mais competitivos.

Toda a gente refere que um dos instrumentos fundamentais é o alargamento do layoff simplificado e obviamente que uma região como o Algarve, que vai ter de partir quase de uma base zero para a reconstrução de todo um destino turístico, precisa também do reforço das verbas para a promoção e para a retoma das ligações aéreas.

Nos últimos tempos tem havido um aumento relevante de turistas na região ou continuamos com um número muito residual de visitantes?

Devido à situação extraordinária que vivemos, e ao facto de haver muito menos pessoas a viajarem, nenhum destino turístico está a ter bons resultados e o nosso não é exceção.

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