A rota do peixe desde o mar até ao prato – Parte 2

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Reportagem originalmente publicada na edição nº6 do Portimão Jornal, que ser lida, na íntegra, aqui. Pode também ler a Parte 1 aqui.

Uma vez arrancado o peixe ao mar e colocado no leilão diário, os pescadores saem de cena e entram em campo comerciantes como Henrique Luz, que funcionam como intermediários entre o homem do mar e o consumidor.

A sua empresa conta atualmente com 35 trabalhadores e seis pontos de venda nos concelhos de Lagoa e Portimão.

O estabelecimento que esteve na origem de tudo situa-se na rua Infante D. Henrique, em Portimão, e existe desde 1976. Conta que “era da minha mãe e, em 1993, resolvi envolver-me no negócio e modernizei-o”.

Mas não é através da venda direta ao público que a Peixarias Luz mais fatura, pois “o grosso do nosso volume de negócios resulta da vertente grossista, uma vez que fornecemos duas cadeias de grande distribuição”.

Nesta altura, como seria de esperar, o peixe que mais vende é a sardinha, que apesar dos defesos de que tem sido alvo, “no volume global de negócios da empresa, significa cerca de 70% da faturação”. A cavala também tem vindo a ganhar apreciadores e quota de mercado, nos últimos anos, depois de, durante muito tempo, ter sido considerada comida de pobre.

Para conseguir manter toda esta engrenagem em funcionamento, sobretudo no Verão, mantém-se em permanente movimento entre as lojas e os armazéns que tem não só no Algarve, mas também em Sines, os quais servem sobretudo para alimentar a vertente grossista.

E como é humanamente possível estar em todo o lado ao mesmo tempo, dá graças a quem inventou o telemóvel que “praticamente só não toca entre as 2 a as 5 horas da manhã” e que acaba por ser uma ferramenta de gestão absolutamente indispensável.

Todo este stress não lhe tira a ambição de ir mais além e de avançar com outros projetos, tendo muitas vezes de “ser a minha mulher a pôr-me um travão”. Outra razão que o leva a não tentar mais rapidamente colocar em prática novas ideias é a dificuldade em encontrar bons reforços para a sua equipa.

Garante que os trabalhadores da sua empresa “são excelentes, tenho muita sorte em tê-los connosco, muitos deles já há muito tempo, mas esta é uma atividade com características muito específicas e não é fácil encontrar outras pessoas que dêem as mesmas garantias”.

Reportagem originalmente publicada na edição nº6 do Portimão Jornal, que ser lida, na íntegra, aqui. Pode também ler a Parte 1 aqui.

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