Bloco de Esquerda preocupado sobre o “impacto das restrições na atividade económica e no setor ligado ao mar e pescas”

O deputado João Vasconcelos, do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, e outros membros da Comissão Coordenadora regional daquele partido reuniram-se, por videoconferência, com a Administração da Docapesca.

A delegação do Bloco mostrou-se preocupada com o que considera ser a “situação dramática que se vive na região do Algarve e com o impacto das restrições na atividade económica e no setor ligado ao mar e pescas”.

Em face disso procurou saber se a Docapesca está disponível para analisar, facilitar e repensar as taxas cobradas às empresas ligadas às atividades marítimo-turísticas, considerando que estas empresas foram gravemente afetadas com a pandemia.

João Vasconcelos e os restantes elementos daquele partido inquiriram, igualmente, os responsáveis da Docapesca sobre “a situação em que se encontra a reparação do dique que rebentou da ria de Alvor e o perigo de inundações que representa para o local”.

Relativamente ao concelho de Vila Real de Sto. António foram colocadas questões sobre “a degradação em que se encontra o cais” e em relação ao concelho Tavira se aquele organismo está disposto a intervir e sensibilizar o Governo para proceder, com urgência, ao desassoreamento da barra de Tavira, Cabanas e Santa Luzia, pois trata-se de uma situação muito grave e preocupante.

Do vasto leque de ‘dossiers’ levados para encontra, destaque, ainda, para a criação da Área Marítima Protegida de Interesse Comunitário (AMPIC) na baía de Armação de Pêra e o projeto de requalificação do porto de Sagres

Em comunicado, o Bloco informa que a delegação da Docapesca “começou por dizer que a situação pandémica teve impacto profundo na atividade comercial na região, contudo a pesca foi uma atividade que conseguiu mitigar as perdas”. No que diz respeito às empresas marítimo-turísticas, referiu que “alterou as licenças, passando as mesma a semestrais ao invés das anuais, e que está aberta a colaborar com todas as empresas que solicitarem ajuda, adiantando, no entanto, que era preciso ter conta conta a situação financeira da Docapesca”.

Em relação ao dique junto à ria de Alvor, “a obra arrancou em setembro de 2020, mas devido às vicissitudes da zona, o ritmo tem sido muito lento, contudo, espera-se que esteja concluída até ao verão”.

Sobre a Área Marinha Protegida (AMPIC), a Docapesca informou que “irá defender o interesse dos pescadores, não obstante da importância do projeto”.

A Docapesca concorda com o Bloco de Esquerda no que se refere ao desassoreamento da barra de Tavira, Cabanas e Santa Luzia, mas diz que” essa é uma matéria fora da sua alçada e da responsabilidade da DGRM”.

Em relação a Vila Real de Santo António, foi referido que a lota movimenta um volume de negócio de cerca de 13 milhões de euros por ano e tem sido alvo de investimentos com vista à sua melhoria e modernização.

A Docapesca informou o Bloco de Esquerda que também vai investir nos portos de Lagoa (Arade) e de Lagos para melhorar as condições dos mesmos, bem como a requalificação e melhoria do porto a lota de Sagres, onde o pescado é de particular qualidade.

O Bloco questionou também a Docapesca no que diz respeito à venda direta dos pescadores do produto capturado, e esta disse que a venda direta vai contra a sustentabilidade das espécies e da atividade piscatória.

LEIA TAMBÉM:

Vão avançar as obras de requalificação do edifício da antiga lota de Portimão

Covid-19: Ponto de situação na região e no país

23 ofertas de emprego

(Visited 40 times, 1 visits today)
pub
pub
ViladoBispo_Banner_Fev