Já são conhecidos os vencedores da Bolsa de Apoio às Residências Artísticas Loulé 2022

Já são conhecidos os vencedores da Bolsa de Apoio às Residências Artísticas Loulé 2022, projetos que foram selecionados por um júri constituído por vários especialistas nas áreas da Música, Dança, Teatro e Arte para a Infância/Juventude.

Na Arte para a Infância/Juventude, o projeto vencedor foi “A Ilha do Tesouro – de Robert Stevenson”, por Ana Isabel Sousa e David Correia. “A Ilha do Tesouro”, de Robert Stevenson, um dos maiores clássicos da literatura. Mas, neste caso, os personagens principais da estória vão estar no feminino para promover a igualdade de género. Contrariando a sedentarização dos jovens, a peça pretende também estimular o gosto pela aventura e natureza, incluindo jogos teatrais, dança e mudanças de cenário coreografadas.

Na Dança, a candidatura vencedora foi “Um Mapa Humano Para Curar Os Fins Do Mundo”, por Sara Martins. Um projeto que começa na investigação das práticas de cura – passadas e presentes – no concelho de Loulé e que provocará cruzamentos disciplinares. “Um Mapa Humano Para Curar Os Fins Do Mundo” pretende criar um espaço coletivo vivo em que artistas independentes desenvolvem encontros regulares ao longo de 2022/23, encontrando locais de intervenção no espaço público.

No Teatro, “Virgínias”, de Marlene Barreto, foi o projeto vencedor. “Virgínias” parte de questões levantadas pela escritora Virginia Woolf em 1929 sobre as assimetrias entre os universos masculino e feminino, no que à literatura (e dramaturgia) diz respeito. “Fazem alguma ideia de quantos livros se escrevem sobre as mulheres no curso de um ano? Fazem ideia de quantos são escritos por homens?” – questões que Virginia Woolf levantou em “Um quarto só seu”. “Virgínias”, um coletivo de mulheres artistas, pretende dar voz – e publicar – novos textos escritos por mulheres e pela comunidade LGBTQIA+, encetando um trabalho de investigação de textos inéditos de autoras.

Por fim, na área da música, Zazu Lab, liderado por Pedro Almeida, foi o projeto vencedor. Numa mistura eclética de sonoridades jazzísticas, ambientes tropicais e ritmos urbanos, Zazu Lab é um sexteto de música original que transporta o espectador para uma coexistência utópica de elementos tribais com o meio citadino. Na residência, os Zazu Lab pretendem compor um primeiro disco, partilhando desde logo o processo de composição com a população de Loulé (sem restrições etárias) através de ensaios abertos e envolvendo essa mesma população em workshops teórico-práticos, em que os participantes venham a tocar e a improvisar com a banda (Jam Sessions).

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