Política

Candidatura europeia de Isilda Gomes provoca guerra política em Portimão

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Isilda Gomes suspendeu o seu mandato de presidente da Câmara de Portimão, na sequência da inclusão do seu nome na lista do PS para as eleições para o Parlamento Europeu.

Em face disso, o cargo de nº1 da autarquia portimonense passou a ser exercido, pelo menos durante 40 dias, por Álvaro Bila (leia a sua primeira entrevista ao «Algarve Marafado» aqui).

Isilda Gomes diz que o lugar que ocupa na lista (7º) “não dá absoluta garantia de eleição”, mas confessa “ter esperança que os portugueses acreditem na lista e nas propostas do PS e se assim acontecer terei grandes hipóteses de ser eleita”.

Para já a autarca suspendeu o seu lugar na Câmara por 40 dias e só apresentará a renúncia ao mesmo caso a candidatura europeia tenha sucesso. Se isso não acontecer, voltará à autarquia e “continuarei a trabalhar com o mesmo orgulho, com a mesma dignidade e vontade pelos portimonenses”.

Esta opção já mereceu críticas de alguns elementos da oposição. O CDS refere, em comunicado, que a “saída há muito anunciada” é “uma traição aos eleitores de Portimão”. Aquele partido político acrescenta que a decisão tomada pela autarca é “reveladora que a ambição pessoal e política prevalece e vale mais do que o mandato que lhe foi conferido nas urnas pelos portimonenses”.

No documento, o CDS acusa Isilda Gomes de “falta de ética” e de “comprometer o futuro imediato de Portimão, não cuidando sequer de assegurar que o seu partido, durante o período da suspensão do seu mandato, garante a entrada no Executivo de um eleito que possa preencher o lugar vago”. 

Também o deputado municipal do PSD Carlos Gouveia Martins se mostra crítico em relação à suspensão de mandato de Isilda Gomes. Trata-se, refere em comunicado, de “uma manobra política calculada, não alinhada com os melhores interesses de Portimão. Esta ação coloca em risco a estabilidade autárquica local e a continuidade dos projetos municipais em curso, indicando um potencial desinteresse pelas consequências locais de tais decisões políticas”.

O até há pouco tempo líder da concelhia de Portimão daquele partido acrescenta que “a transferência apressada de responsabilidades para o Sr. Álvaro Bila, anterior vice-presidente, sem um processo claro e transparente, compromete a liderança e o processo estratégico municipal do executivo camarário de Portimão”.

Carlos Gouveia Martins refere, ainda, que “a suspensão do mandato parece ser uma estratégia para posicionar um possível candidato às próximas eleições autárquicas de 2025, manipulando o cenário político sem um mandato claro conferido pelos eleitores portimonenses em urna”.

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