Instituição do concelho de Portimão com relevante obra social assaltada 2 vezes
“No espaço de três dias fomos assaltados por duas vezes”, revela o Centro Paroquial da Mexilhoeira Grande, no concelho de Portimão, instituição com uma relevante obra social.
A primeira situação aconteceu de 19 para 20 de setembro, no edifício do Centro Pastoral Paul Roth, onde funciona também o ATL.
“Só na manhã de sábado é que nos deparamos com a ocorrência, quando chegamos ao local e vimos que o canhão do portão de ferro e o canhão da porta de PVC da entrada tinham sido arrancados”, explica a instituição, através de um comunicado na sua página de Facebook.
A GNR deslocou-se prontamente ao local. Foi verificado que “os ladrões entraram no escritório e salas de arquivo, abriram e reviraram armários e gavetas, apesar de não terem vandalizado mais nada para além das duas portas de entrada, levaram ainda um bolsa com dinheiro que continha ‘fundo de caixa'”.
Ao que tudo indica, os indivíduos usaram luvas e procuravam apenas dinheiro.
Levaram objetos de pessoas falecidas
O segundo furto verificou-se na Aldeia de São José de Alcalar e foi detetado na manhã desta segunda-feira, quando “as funcionárias que entraram no turno da manhã repararam que duas das portas de acesso ao exterior estavam sem fechaduras, depois encontraram vidros junto das janelas dos escritórios onde uma das janelas tinha o vidro partido e uma outra estava aberta de para em par”, refere a instituição,.
Os escritórios tinham “as gavetas das secretárias revolvidas e a porta da sacristia arrombada e também aqui com as portas dos armários e roupeiros abertos e com algumas coisas jogadas no chão”.
“A motivação dos assaltantes, a exemplo do primeiro assalto no Centro Pastoral Paul Roth, é dinheiro. Como não tínhamos dinheiro guardado, acabaram por furtar alguns objetos pessoais de idosos, já falecidos, e que tínhamos guardados, a maioria dos objetos sem valor monetário, mas com imenso valor sentimental. A juntar a isso o prejuízo que teremos com a reparação de portas e janelas”, segundo é referido.
“Somos uma instituição que tem nos seus fundamentos e princípios o apoio aos mais pobres e carenciados, sempre teve as portas abertas para acolher os necessitados, e nunca recusou comida, roupa e cuidados primários aos pobres que, ao longo de praticamente 5 décadas de existência nos têm batido à porta”, salienta a direção do Centro Paroquial da Mexilhoeira Grande, que “repudia estes atos”.
É ainda destacada a prontidão da resposta da GNR, nos dois casos.








