O trilho algarvio que leva ao fim do mundo (com vídeo)
Este trilho algarvio leva-nos ao fim do mundo.
Mas pelo caminho encontramos paisagens de sonho, monumentos emblemáticos e belas praias.
Antes de darmos cordas aos sapatos (ou sapatilhas) para percorrer cerca de sete quilómetros, convém dar uma espreitadela a esta praia, que fica no lado contrário àquele por onde vamos caminhar.
Esta é a praia da Mareta, junto à vila de Sagres.
Fica numa baía e é protegida por arribas altas.
Uma particularidade desta praia é o facto de ter existido aqui uma nascente de água doce, onde se abasteciam antigamente as embarcações antes da partida para as suas viagens.
O Promontório Sagrado
E a pouca distância situa-se o mais visitado e emblemático monumento do Algarve: a Fortaleza de Sagres.
É um local impactante, cheio de misticismo e imponência. Foi chamado pelos antigos de Promontório Sagrado.
E, claro, está indelevelmente ligado ao maior feito dos portugueses, os Descobrimentos.
Mas se o objetivo é caminhar, há que seguir viagem.
E não é preciso dar muitos passos para encontrar esta bela praia. O seu nome é Tonel e apresenta este belo enquadramento natural.
Esta praia guarda uma curiosidade histórica. Na II Guerra Mundial, em 1943, despenhou-se aqui um hidroavião inglês, com dez tripulantes.
Acabaram por ser resgatados apenas dois corpos, que foram sepultados no Cemitério de Sagres.
Deixamos agora a praia e a história para trás e continuemos o trilho, ao longo das arribass imponentes.
Um paraíso para os surfistas
Em dias de temporal até podemos ver o mar a escalar os rochedos. É um espetáculo único.
Mas não é o caso do dia que escolhemos para fazer o passeio. Desta feita, o mar está manso.
Chegamos agora à praia do Beliche. Um encanto para a vista e um paraíso para surfistas.
Aqui está ela em toda a exuberância, vista dos dois lados.
Estamos mais ou menos a meio do percurso que nos vai levar ao fim do mundo.
Mas não vale a pena ter pressa. Pelo contrário, é recomendável parar de vez em quando para apreciar as vistas.
E eis que surge no horizonte outro monumento, o Forte do Beliche.
Este forte, do século XVI, foi construído com o objetivo de afastar piratas e corsários de uma armação de atum instalada na baía.
No seu interior existe uma capela dedicada a Santa Catarina, que está hoje parcialmente suspensa sobre o mar.
Parece um milagre como o templo religioso resiste à força da gravidade e não cai. É algo que desperta a atenção de todos os que visitam este local.
E chegamos ao fim do mundo
E, a cada passo, aproximamos do nosso destino.
Ora, aqui está ele. O cabo de São Vicente.
A fortaleza data do século XVI e foi construída para proteger a costa dos ataques de piratas.
Anteriormente, existia no local um convento. A lenda conta que o mesmo acolheu os restos mortais de São Vicente.
No interior da fortaleza existe ainda um imponente farol, cuja luz tem um alcance de 59 quilómetros.
O Cabo de São Vicente fica no extremo sudoeste de Portugal e da Europa continental.
Para os povos antigos, este era o Fim do Mundo e um local de deuses.
Assista ao vídeo aqui:









