Carlos Gouveia Martins diz que o novo viaduto de Portimão não é a melhor solução para a cidade
O vereador Carlos Gouveia Martins, que foi o candidato à presidência da Câmara de Portimão pela coligação PSD/CDS/Iniciativa Liberal, considera que o viaduto ontem inaugurado não vem resolver os problemas estruturais de trânsito na cidade.
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Em comunicado, o autarca lembra que, na campanha eleitoral, disse que era contra esta solução porque “sou contra obras sem visão”. Esta “é uma decisão pontual e Portimão não pode continuar a ser governada por decisões pontuais”.
Carlos Gouveia Martins lembra que a construção do viaduto, que faz parte da empreitada de eletrificação do troço ferroviário Tunes–Lagos, não foi uma decisão do Município, mas resultou de uma solução negociada entre a autarquia e a empresa Infraestruturas de Portugal, que “do meu ponto de vista, foi mal conduzida pela Câmara”.
Desnivelamento da passagem de nível era a melhor solução
Na sua opinião, “o desnivelamento da passagem de nível teria sido a solução tecnicamente mais correta, estruturalmente mais sólida e mais preparada para o futuro. Poderia ser mais cara — mas esse nunca foi um problema do Município, porque o investimento decorre de uma obra ferroviária nacional”.
Acrescenta que “o que não era aceitável era interromper desta forma uma via radial estruturante da cidade, criando impactos profundos e duradouros na rede viária urbana, cujas consequências ainda hoje não estão totalmente avaliadas”.
“Nada foi pensado, nada foi feito”
Para além disso, lembra que “passaram seis a sete anos desde o anúncio da obra. Seis a sete anos em que se poderiam — e deveriam — ter estudado e implementado medidas de contenção dos prejuízos, vias alternativas, ajustamentos viários, soluções de mitigação”.
No entanto, critica, “nada foi pensado, nada foi feito” porque se vive em Portimão “um verdadeiro deserto de ideias”.
Esta obra “resolve um problema imediato, mas empurra o problema estrutural para a frente. Não reorganiza a cidade. Não cria fluidez duradoura e nem sequer sabemos se cria fluidez pontual. Não prepara Portimão para o crescimento urbano, turístico e económico que todos dizemos querer para um concelho que se quer maior e melhor”, conclui o autarca.
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