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António Gomes espera que 40 mil pessoas passem pelo Mar Me Quer e promete grandes surpresas em 2026

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António Gomes é, juntamente com André Sardet, um dos responsáveis pelo Festival Mar Me Quer.

Em entrevista ao jornal Algarve Marafado, feita na primeira noite, no intervalo entre as atuações de Dillaz e Calema, confessou que é um grande desafio produzir espetáculos musicais nesta altura, pois os preços dispararam, mas garantiu que este evento é para continuar e que haverá grandes surpresas no próximo ano.

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Algarve Marafado (AM): Como é que estão a correr estas primeiras horas do Festival Mar Me Quer? A afluência parece estar a fazer jus ao nome do festival, pois há um mar de gente no recinto…

António Gomes (AG): É verdade, estamos satisfeitos, pois está a correr muito bem, o recinto está próximo da sua lotação máxima.

AM: Isso significa quantas pessoas?

AG: Podemos ter um total máximo de 15 mil pessoas no recinto e está muito próximo disso.

AM: Ao longo dos três dias quantas pessoas esperam que passe pelo festival?

AG: Estamos a contar com cerca de 40 mil.

Grandes surpresas no próximo ano

AM: Quando surgiu o Mar Me Quer já existiam muitos festivais de música. O que é que vos levou a avançar com este projeto?

AG: O objetivo foi criar um conceito de verão, uma mistura de sons jovens com outros menos jovens para ir de encontra aos gostos das famílias, não só as que vivem na região, mas também às muitas que aqui se deslocam nesta época.

É um desafio muito grande porque tivemos o Festival da Sardinha há pouco tempo, em que as entradas são gratuitas, aliás, a maioria dos eventos promovidos pelas autarquias são de entrada livre e este não é, embora, tendo em conta o cartaz que apresenta, não considero que tenhamos preços caros.

AM: O facto de vocês produzirem vários eventos na zona também deve ajudar em termos de logística. Fizeram o Festival da Sardinha e creio que também é a vossa empresa responsável pelos concertos da FATACIL.

AG: É o meu sócio, o André Sardet, que organiza a FATACIL. Aliás, foi ele que me desafiou para este festival em concreto e não estamos arrependidos, até porque o Mar Me Quer tem muito por onde crescer e, provavelmente, já no próximo ano teremos grandes surpresas.

Artistas que tinham cachets de 10 mil euros, agora pedem 40 ou 50 mil euros

AM: As notícias que têm surgido indicam que há alguma crise nos festivais de música, não só a nível nacional, como internacional. Vocês não sentem isso?

AG: Também sentimos, os grandes patrocinadores têm fugido dos festivais e nós temos que encontrar formas de contornar isso. Outro problema tem a ver com os custos que, depois da pandemia, aumentaram substancialmente. Uma produção que custava, por exemplo, 10 mil euros, hoje custa mais de 20 mil. Artistas que tinham cachets de 10 mil euros, agora pedem 40 ou 50 mil.

Isso a nível nacional, pois no que aos internacionais diz respeito, o disparo foi ainda mais brutal. Artistas que custavam 50/60 mil euros, atualmente não se consegue contratá-los por menos de 200 mil euros.

Para além de trabalhar em Portugal também produzo noutros países e vejo que lá fora, em França, Inglaterra, Espanha (com exceção da zona da Galiza), Alemanha, Luxemburgo, Suiça, as entradas nos concertos são pagas.

Em Portugal, a grande maioria dos espetáculos são financiados pelas autarquias e são gratuitos. Por um lado, isso é bom, mas cria desafios complicados aos produtores…

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AM: Porque as pessoas habituaram-se a não pagar…

AG: Exatamente. Se começassem a habituar as pessoas a pagar alguma coisa, elas acabavam por dar mais valor ao que os executivos fazem e, de certa forma, ajudavam também os produtores privados a crescer, o que também é importante para a economia local. Nós vendemos bilhetes online para pessoas de todo o País que, ao virem ao festival, acabam por fazer despesas na região.

Neste caso concreto, a Câmara de Portimão tem sabido jogar muito bem com estas duas vertentes, pois neste espaço realiza o Festival da Sardinha e poucos dias depois nós fazemos o Mar Me Quer, utilizando muita coisa que vem desse certame e assim prolongamos a animação musical na cidade.

AM: Tendo em conta a experiência que a vossa empresa tem, colocar de pé anualmente este festival é algo que já fazem automaticamente ou continua a dar muito trabalho?

AG: Dá muito trabalho. Este é o primeiro dia do festival e já estamos a trabalhar na edição do próximo ano, não é algo que surja através de um estalar de dedos.  

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