Vendas de casas enchem os cofres da Câmara de Loulé
Nos últimos anos, o setor imobiliário tem estado em alta no Algarve, contribuindo para aumentar de forma muito significativa os orçamentos das autarquias, graças ao imposto municipal que lhe está associado, o IMT.
A câmara em que este cenário é, provavelmente, mais visível e relevante é a de Loulé.
Em 2025, aquela autarquia arrecadou de IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis) um total de 102,6 milhões de euros.
A informação foi avançada pelo seu vice-presidente, no decorrer da sessão da Assembleia Municipal realizada no passado dia 28 de março.
Trata-se, referiu David Pimentel, do “valor recorde de sempre do município de Loulé”, tendo, em relação ao ano transato, registado “um crescimento de 19,1 milhões de euros”.
Para se ter uma noção do peso que o IMT tem nas contas da Câmara de Loulé, basta verificar que o total da receita arrecadada em 2025 foi de 205,3 milhões de euros.
Isso significa que aquela receita equivale a praticamente metade da entrada nos cofres da autarquia, que fechou o ano de 2025 com um resultado líquido positivo de 31,8milhões de euros.
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