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Pela igualdade entre homens e mulheres

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“É preciso libertar os homens do peso social que carregam sobre si, ao terem de evidenciar a apropriação das mulheres para validar a sua masculinidade”. Esta foi uma das mensagens deixadas por Maria do Céu Cunha Rego, ao receber o Prémio Maria Barroso, promovido pela Câmara de Lagoa em parceria com o grupo Vila Vita.

A primeira distinguida com este galardão defendeu, ainda, que “enquanto se mantiverem, socialmente, os preconceitos de género fundados nos papéis estereotipados de homens e mulheres, por mais que muita gente os pretenda legitimar ou manter através da tradição, o Estado está juridicamente obrigado a tomar medidas para os eliminar”.

No decorrer da cerimónia realizada esta quarta-feira, no claustro Convento de S. José, o Presidente da Câmara de Lagoa, sublinhou nesta ocasião que cumpre assim um dos seus objetivos: “marcar o compromisso deste Município com a Promoção da Igualdade de Género e da Cidadania”.    

O autarca lembrou que esta foi uma das prioridades definidas no início do atual mandato autárquico, tendo “a criação de um pelouro para esta área da intervenção municipal, sob a responsabilidade direta do presidente, sido um primeiro passo”. A instituição do Prémio Maria Barroso “é mais um sinal do nosso envolvimento com esta causa” referiu Francisco Martins.

O papel dos municípios na área da promoção de mais igualdade e cidadania foi, de seguida, valorizado pela Secretária de Estado, Rosa Monteiro.

No seu discurso, a governante destacou os “protocolos de territorialização da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, a área da formação de públicos estratégicos, ou o programa intersectorial centrado na promoção da conciliação da vida profissional, pessoal e familiar, chamado 3 em Linha”, como áreas em que é fundamental a articulação entre as políticas nacionais e municipais.  

João Soares, em representação da família de Maria Barroso, considerou “justíssima” a atribuição do primeiro Prémio que transporta o nome de sua mãe. E aproveitou para lembrar que Maria Barroso refutava repetidamente a ideia de que atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher, dizendo antes que “ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher, e vice-versa”.

As interpretações da soprano Carla Pontes, acompanhada primeiro pela harpa e voz de Helena Madeira e depois pelo acordeão de Gonçalo Pescada, acrescentaram a este evento uma ambiência especial. Entre temas antigos e recentes, ouviu-se uma cantiga de amigo, uma canção de José Afonso, e “Maria de Buenos Aires” o tema com que se despediu. 

 

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