João Vasconcelos pede a António Costa para acabar com as portagens na Via do Infante

O deputado do Bloco de Esquerda eleito pelo Algarve, João Vasconcelos, dirigiu uma carta-aberta ao 1º ministro, pedindo-lhe para acabar com as portagens na Via do Infante.

Aquele eleito evoca argumentos como o de grande parte da Via do Infante (71%) ter sido construída “sem perfil de autoestrada e fora do modelo de financiamento SCUT, sendo financiada maioritariamente por fundos comunitários”.

Também lembra que aquela via de comunicação “foi construída como alternativa à Estrada Nacional 125, pelo facto desta constituir uma via litoral altamente urbanizada, de evidente sinistralidade e mortalidade, conhecida no passado como estrada da morte”.

Acontece que a lenta requalificação da 125 “não tem trazido melhorias ao nível da sinistralidade, bem pelo contrário”. Para fugir às portagens muitos automobilistas passaram a utilizar diariamente a EN 125, aumentando o seu volume de tráfego, criando filas intermináveis, em determinadas zonas e horários e, com isso, potenciando os acidentes rodoviários. Daí resultou que “só em 2015 o Algarve tenha sofrido quase 10 mil acidentes de viação, 35 vítimas mortais e mais de 150 feridos graves – a maior parte na EN 125”. Trata-se, conclui o deputado, de “uma tragédia imensa, verdadeiramente insustentável e terrível”, no fundo, “uma espécie de estado de guerra não declarado no Algarve”.

Há a acrescer a isto as consequências económicas muito negativas para a região, que teve “uma perda acentuada da competitividade em relação à vizinha Andaluzia”. Por recusarem as portagens, muitos espanhóis deixaram de vir ao Algarve, o que fez com que, pelas contas do deputado, se registe uma “diminuição das receitas deste sector em cerca de 30 milhões de euros anuais”.

Por tudo isto, João Vasconcelos quer que António Costa pegue muito rapidamente no dossier das portagens na Via do Infante e acabe com elas. Até porque, lembra, o agora 1º ministro proferiu, em campanha eleitoral, afirmações de condenação da existência de portagens nesta via, tendo-a, inclusivamente, qualificado como “objectivamente absurda”. O deputado diz compreender que “100 dias à frente do governo, dias nada fáceis, não tenham sido suficientes para estudar matérias contratuais deveras complexas”, mas que, agora, com o processo de elaboração e aprovação do Orçamento do Estado quase concluído, é altura de olhar para esta situação e acabar de vez com as portagens na Via do Infante.

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