Afinal, Olhão já não vai ter uma torre mirante

A Câmara de Olhão vai deixar ‘cair’ a proposta de construção de uma torre mirante para a zona do Bairro da Barreta, feita pela equipa que está a elaborar o Plano de Pormenor da Zona Histórica.

Isso mesmo foi assumido pelo presidente da autarquia, António Miguel Pina, esta Terça-feira, no decorrer de uma sessão de apresentação do documento, que se encontra em fase de discussão pública.

O autarca assumiu que a proposta da torre mirante será retirada do Plano mas também referiu que o tema da “necessidade de termos um local público para observação do nosso Centro Histórico deverá, no futuro, ser debatido em conjunto com a população”. Esta decisão surge na sequência da forte contestação de que a possibilidade de construção da torre era alvo.

No decorrer da sessão, António Miguel Pina garantiu que o que se pretende é proteger o Centro Histórico de Olhão, e “manter o que distingue a nossa cidade: o património edificado e aquilo a que gostamos de chamar a alma olhanense, ou seja, as suas gentes”.

Por seu lado, o arquitecto Pedro Ravara, da empresa que elaborou o documento, começou por explicar que um dos objectivos do Plano de Pormenor da Zona Histórica de Olhão é dotar esta zona nobre da cidade de infra-estruturas reabilitadas.

Para tal, a primeira intervenção urbanística a ser efectuada será a renovação das redes de abastecimento, esgotos e águas pluviais. Paralelamente, e aproveitando esta operação, proceder-se-á ao enterramento das redes de electricidade e telecomunicações, bem como de outras infra-estruturas, como o gás, que ficarão a passar por debaixo do solo. Pedro Ravara referiu ainda que quanto às luminárias, o Plano não aponta qualquer tipo específico de candeeiro a colocar nesta zona, sendo sempre uma decisão camarária. “O património e a identidade serão mantidos, mas com as comodidades do século XXI”, sintetizou este técnico.

Uma vez concluída esta primeira fase do Plano, de maior relevo, está prevista a repavimentação com recurso à pedra da região – vidraço de Escarapão –, um material que foi originalmente utilizado em diversos bairros históricos, entre os quais os da cidade cubista, e que estabelece um primeiro factor de identidade de Olhão.  A pedra será aplicada em dimensões diferentes, de acordo com a largura das ruas e a sua funcionalidade de circulação automóvel ou pedonal.

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