Menos médicos para o concelho de Lagoa
Nos próximos tempos deverá ser ainda mais difícil para a população do concelho de Lagoa conseguir uma consulta médica no Centro ou nas Extensões de Saúde.
O alerta foi lançado pelo deputado municipal do Partido Socialista Vítor Sobral na sessão da última Assembleia Municipal de Lagoa. O autarca diz que “faltam médicos de família” no concelho, que a situação é de “quase ruptura” e que ainda deverá agravar-se.
A situação decorre de, segundo referiu, até Agosto, terem saído dois médicos, tendo, do concurso entretanto lançado, resultado o preenchimento de apenas uma das vagas. Nesta altura há um outro concurso aberto, mas nada garante que surjam médicos a concorrer.
O que se sabe é que, em princípio, ainda este ano, vão sair mais três médicos. Um deles vai reformar-se e os outros dois vão para uma Unidade de Saúde Familiar a ser criada em Portimão.
Também o presidente da Câmara, Francisco Martins, se mostrou preocupado com o cenário que se vive no seu concelho, que qualificou como “nada bom” e do qual terá dado conta aos responsáveis do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Algarve, em recente reunião.
Pelas contas do autarca há, nesta altura, cerca de 12 mil lagoenses sem médico de família atribuído, um número muito relevante, tendo em conta que, no concelho, vivem à volta de 23 mil pessoas.
E, mesmo os que têm médico de família, esperam muito tempo para conseguirem uma consulta. Por exemplo, na Extensão de Saúde do Parchal, é, em muitos casos, normal que só se consiga ser visto pelo médico cerca de dois meses após a marcação da consulta.
Como consequência, o volume de pessoas que acorre ao Centro de Saúde de Lagoa aumenta exponencialmente e, quando não conseguem também aí ter resposta em tempo útil, acabam por engrossar as urgências do Hospital do Barlavento, com todos os problemas daí decorrentes, dos quais, sobretudo nos últimos dias, muito se tem falado.
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