Isilda Gomes antecipa alterações no modelo de gestão dos hospitais algarvios

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A muito curto prazo deverão ocorrer mudanças nos serviços públicos de Saúde da região, o que poderá passar pelo fim do modelo de fusão dos hospitais.

A informação é antecipada pela presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes, que revela, na sua página de Facebook, ter tido, hoje mesmo, uma conversa telefónica com o ministro da Saúde, que lhe terá dado garantias, a esse nível.

A autarca diz ter vindo a manter frequentes contactos com o responsável máximo da Saúde, “dando-lhe conta das minhas preocupações e fazendo-lhe chegar as mais que legítimas preocupações dos portimonenses.” Do outro lado, tem recebido, até agora, a informação de que há “necessidade de avaliar o actual modelo”, comprometendo-se o ministro “a tomar uma posição até ao final do presente ano.”

“Imagens chocantes” que viu numa reportagem televisiva sobre o Hospital do Barlavento levaram Isilda Gomes a pegar no telemóvel e contactar, de novo, Adalberto Fernandes, dizendo-lhe que “não restarão dúvidas de que a fusão do Hospital de Portimão com o Hospital de Faro, com a consequente criação do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), foi um erro grave que urge corrigir.”

Há portanto que “passarmos das palavras aos actos e foi essa a garantia que me foi dada telefonicamente há momentos pelo dr. Adalberto Fernandes”, revela a autarca.

Recorde-se que Isilda Gomes foi uma das principais contestatárias à gestão do CHA levada a cabo pelo anterior governo e pelo administrador Pedro Nunes, com quem se envolveu em polémicas públicas e até judiciais, ao longo da campanha eleitoral.

Entretanto, o actual Governo tomou posse, prometeu mudanças, Pedro Nunes foi-se embora, mas manteve-se o modelo de fusão dos hospitais e nada de muito relevante parece ter mudado ao nível dos cuidados de saúde na região.

Em recente entrevista ao Algarve Marafado, a autarca mostrava-se descontente em relação ao rumo que o sector estava a levar, dizia não estar agora menos reivindicativa do que no passado e avisava que apenas iria esperar por melhorias até ao final do ano.

Isilda Gomes não é a única presidente de Câmara crítica em relação à gestão da Saúde na região. Igualmente em entrevista ao Algarve Marafado, a nº1 da Câmara de Lagos, Joaquina Matos, colocava em causa a fusão dos hospitais e reclamava mais médicos para o seu concelho.

Em Lagoa, o também socialista Francisco Martins manifestou, na última sessão da Assembleia Municipal, muitas preocupações com esta vertente. O autarca mostra-se especialmente preocupado com a redução que está a registar-se no número de médicos que prestam serviço nos Centro e Extensões de Saúde do seu concelho.

Leia também: 

Menos médicos para o concelho de Lagoa

O Estado da Nação Portimonense

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