Tirar as auto-caravanas das falésias, praias e pinhais

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A Associação de Parques de Campismo e Estações de Auto-caravanismo – Alentejo e Algarve  pede à Câmara de Vila do Bispo que crie “um sistema de barreira física e placas informativas em vários idiomas, para impedir que as auto-caravanas pernoitem nas falésias, praias e pinhais”.

Através de carta dirigida à autarquia, o seu presidente, Miguel Santos, também apela a que seja assumida “uma posição perante as autoridades (GNR ) para que esta instituição faça cumprir a lei já existente”. O seu não cumprimento “prejudica e descredibiliza todo o  território do parque natural do concelho de Vila do Bispo, pois dá a impressão que as leis do Parque Natural são só para ser cumpridas por cidadãos residentes e não por quem nos visita.”

Este responsável associativo elenca as vantagens que tem para o concelho a pernoita deste tipo de turistas e visitantes em espaços legais.

Por um lado, “não nos podemos esquecer que parte do IVA gerado num Concelho pertence à autarquia”. Ora, “se não houver clientes em espaços legais ,são verbas que não entram nos cofres dos Municípios.”

Por outro lado, “contam efectivamente para as estatísticas todos os turistas que estão devidamente registados em espaços legais”, situação que tem relevância na decisão do poder central de investir ou não em cada concelho, ao nível de áreas como a segurança ou a saúde.

Na missiva, acrescenta-se que “temos que ter a noção que todos os estrangeiros que entram num camping são obrigados a ser registados no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Se eles não são obrigados a ir para um camping esse registo não se faz, acabamos por não ter números de nacionalidades dos visitantes e por não conhecer o historial fiscal e criminal de quem nos visita”.

Em muitos concelhos algarvios, lamenta Miguel Santos, faltam regulamentos próprios que ordenem esta actividade. Nos de Vila do Bispo e Aljezur não há esse problema, uma vez que “no Plano de Ordenamento do Parque Nacional do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina existe uma Resolução do Conselho de Ministro que regula esta prática”. Basta apenas, na sua opinião, que a lei seja devidamente cumprida.

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