Bloco de Esquerda insiste na eliminação das portagens na Via do Infante

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O Bloco de Esquerda voltou a levar ao Parlamento a questão das portagens na Via do Infante. Aquele partido apresentou, esta Quinta-feira, 2 de Março, um projecto de resolução através do qual propõe a eliminação das portagens naquela via de comunicação.

O Bloco considera que a decisão de cobrar aos automobilistas para circularem na Via do Infante foi “um grave erro” que só acrescentou “mais crise e tragédia numa região envolta em muitas dificuldades.”

No documento refere-se que, a nível económico, a implementação de portagens teve como consequência que o Algarve tenha perdido competitividade em relação à Andaluzia. O acréscimo de custos provocou o aumento das dificuldades de muitas empresas e a falência de outras, situações que contribuíram para o aumento do desemprego na região.

Por outro lado, “a mobilidade na região regrediu cerca de 20 anos, voltando a EN125, considerada uma “rua urbana”, a transformar-se numa via muito perigosa, com extensas filas de veículos e onde os acidentes de viação ocorrem com frequência, com muitas vítimas mortais e feridos graves.”

Para justificar tal afirmação, o Bloco de Esquerda socorre-se dos dados fornecidos pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) que indicam que, em 2016, “ocorreram no Algarve 10.241 acidentes rodoviários (grande parte na EN125). O distrito de Faro ficou em 4.º lugar a nível nacional, apenas sendo ultrapassado por Lisboa (26.869), Porto (23.598) e Braga (10.598 acidentes).”

Nesse ano houve “mais 751 acidentes do que em 2015 e mais 1.903 do que em 2014, com 31 vítimas mortais e 158 feridos graves, vítimas que podem aumentar após o transporte de feridos para as unidades de saúde.” Trata-se de “um triste e trágico recorde para a região do Algarve”, lamentam os deputados bloquistas. 

Esta “vergonha e tragédia” tem lugar “na principal região turística do país, uma região sem vias alternativas, com uma EN125 longe de se encontrar totalmente requalificada (mesmo requalificada nunca será alternativa), e uma ferrovia regional mais própria do século XIX.”

O Bloco também lembra que “a Via do Infante foi construída, maioritariamente, fora do modelo de financiamento SCUT e com verbas provenientes das instituições europeias, nomeadamente do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER)”.

Como se sabe, o actual governo socialista aplicou uma redução do preço das portagens em 15% , decisão que não satisfaz o Bloco. Por um lado, porque “o PS prometia uma redução de 50%.” Por outro, porque, ainda assim, as taxas da Via do Infante ficaram 15% mais caras do que as das outras auto-estradas.

Mas, sobretudo, porque “a solução não está nem na redução das taxas de portagem, nem na suspensão da sua cobrança durante as obras de requalificação da EN125, propostas irrelevantes e demagógicas do CDS/PP e do PSD”, mas sim, defende o Bloco de Esquerda na sua eliminação. 

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