“Sempre sonhei ser bombeiro”

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Nos últimos anos tem havido uma evolução muito positiva em termos do aumento da capacidade de recrutamento de voluntários e de apetrechamento de material mas, apesar disso, a corporação dos Bombeiros Voluntários de Albufeira ainda se depara com limitações muito relevantes.

A afirmação foi feita pelo comandante da corporação Abel Zua Coelho, em entrevista conduzida por Jorge Magalhães no programa Pedra de Toque, da Rádio Solar.

Apesar de, nesta altura, conseguir atrair mais voluntários, a verdade é que tem à sua disposição 80 operacionais quando devia ter 120. E isto só para dar resposta às necessidades de apoio à população residente sem contar com o facto de Albufeira ser um dos principais destinos turísticos do país, pelo que a sua população real e presente é muito superior à que as estatísticas dizem.

Uma das áreas mais sensíveis é a do socorro médico que “tem tido um crescimento abismal” nos últimos anos. Isso faz com que os operacionais ligados a esta área não parem e que, em determinadas alturas, até estejam “pontualmente indisponíveis” para acorrer, de imediato, a outras solicitações, registando-se alguns atrasos.

Trata-se de uma situação potencialmente grave, pelo que os meios colocados à disposição dos bombeiros, a este nível, deveriam ser reforçados. Mas, de acordo com o comandante, a verdade é que os custos inerentes ao serviço que, actualmente, a corporação presta, nesta vertente, são de cerca de 360 mil euros e o INEM apenas paga 260 mil.

Outra das necessidades identificadas é a de um novo quartel. As actuais instalações não dão aos soldados da paz de Albufeira as condições de que precisam para continuar a evoluir, pelo que a construção de um novo quartel “é algo que deve ser visto como uma prioridade”.

A outros níveis, aos poucos, tem sido possível ir melhorando as condições existentes. Por um lado, porque as verbas da taxa de protecção civil dão um maior “estofo financeiro” aos bombeiros. Por outro, porque a ligação com a sociedade civil é cada vez mais forte.

Fruto de algumas situações que ocorreram em Albufeira, em especial, as cheias de 2015, a população ganhou uma maior consciência da importância dos bombeiros, pelo que procura, dentro das suas possibilidades, prestar-lhes algum apoio financeiro.

Apesar de todos os problemas com que se depara, o comandante realça e elogia o trabalho, profissionalismo, capacidade e dedicação dos operacionais que dirige e  admite que, não só a nível local, como noutros teatros de operações, em certas situações eles “têm feito a diferença”. Um motivo de orgulho acrescido para um homem que tem vindo a concretizar uma aspiração que tem desde criança, pois, assume, “sempre sonhei ser bombeiro”.

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