Câmara de Lagoa dá lucro de 868 mil euros

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Em termos financeiros, o ano de 2016 correu bem à Câmara de Lagoa, que registou resultados líquidos positivos (lucro) de 868 mil euros. O documento de prestação de contas que ‘arruma’ o ano foi aprovado na sessão da Assembleia Municipal realizada no dia 12 de Abril.

Como seria de esperar, a bancada socialista bateu palmas à gestão da equipa de Francisco Martins. Olhando para o documento apresentado, o chefe da bancada do PS, Luís Alberto frisou que os bons resultados finais foram conseguidos apesar da autarquia ter aumentado o investimento e diminuído a dívida.

Como também seria previsível, o seu homólogo da bancada social-democrata, Cesário Belém, apresentou uma leitura bem diferente. Não dá grande mérito de gestão ao executivo municipal, que, na sua opinião, tem sido bafejado pela sorte de ter visto aparecerem receitas muito superiores às que eram habituais, em especial, as que resultam do imposto que incide sobre venda de imóveis (IMT).

Nesta sessão muito se ouviu falar em campanha política. Da parte da oposição mais do que ‘bater’ nas contas apresentadas, criticou-se a introdução feita no documento pelo executivo de maioria socialista e a comparação de muitos dos dados registados no final de 2016 com os que existiam em 2013, quando o PS venceu as eleições.

Victor Carapinha, da CDU, referiu mesmo que o preâmbulo do documento é “uma nódoa, digna de um comício eleitoral do PS”. David Roque, do Bloco de Esquerda, também vê no texto um “enquadramento político”, mas não lhe atribuiu tanta importância. Do seu ponto de vista, tem havido “algumas melhorias no sector social”, mas lamentou alguns gastos que, ao nível da cultura, têm sido feitos no que qualificou como eventos efémeros.

Tal como os restantes elementos da oposição que intervieram, também criticou o  facto das esmagadora maioria das obras ter ficado para ano eleitoral, uma pecha que, admitiu, não é exclusiva de Lagoa, mas que é visível, praticamente, em todos os concelhos do país.

A esta acusação, o presidente da autarquia, Francisco Martins, voltou a argumentar que o calendário das obras não tem nada a ver com o eleitoral, mas que resulta de não ter encontrado projectos elaborados.

Aliás, revelou, se estivesse a pensar nas consequências eleitorais, não faria obras este ano, pois admite que algumas das intervenções que decorrem “estão a custar-me votos todos os dias”.

As contas e relatório de gestão de 2016 acabaram por ser aprovados com os votos favoráveis da maioria socialista, a abstenção dos eleitos do PSD e Bloco de Esquerda e dois votos contra da bancada da CDU.

 

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