Rogério Bacalhau lança repto ao Governo sobre o projecto para o Cais Comercial de Faro
O reeleito presidente da Câmara de Faro quer que o Governo se defina em relação ao projecto de requalificação do Cais Comercial.
Rogério Bacalhau lançou o repto no seu discurso de tomada de posse. O autarca desafiou o poder central a dizer “se concorda com o nosso projecto; se tem outra solução e, se sim, qual é e quando a implementa.” Mas, para além daquele projecto, quer que se defina o futuro de toda a zona que vai “do passeio ribeirinho à Doca e dali para Nascente”.
Caso os organismos dependentes do Governo responsáveis por aquelas áreas não tenham ideias ou projectos “devem transferir essas competências para o Município, tratando de o dotar dos meios necessários para fazer face a anos e anos de desinvestimento consciente. Estamos disponíveis para reabrir esse dossier.”
O presidente da Câmara de Faro considera que esta é uma questão prioritária, pois “quanto mais o tempo passa, mais são as oportunidades que perdemos e a cada dia que passa, a nossa Cidade do Mar perde adeptos para todas as outras cidades do mar que, legitimamente, se estão desenvolvendo e afirmando na região.”
Na sua intervenção, Rogério Bacalhau garantiu que “Faro conhece hoje um período luminoso”, um panorama muito distante do que encontrou há 4 anos, de um município “de mão estendida, sem autonomia, a braços com uma dívida gigante.”
Para que esses tempos não voltem, “há um princípio sacramental que implementámos em 2009 e do qual não abdicaremos: o rigor nas contas e a gestão cuidadosa estão para ficar.”
Mas, ainda assim, há capacidade financeira para continuar a levar por diante o Plano Faro Requalifica, para ajardinar a cidade, requalificar a Av. da República (do Teatro das Figuras até ao Largo de S. Francisco) e recuperar algumas dezenas mais de quilómetros de pavimento e via pedonal na cidade e nas freguesias.
O reforço do investimento na habitação social é outra das prioridades anunciadas pelo autarca, que também tenciona “recuperar um conjunto de edifícios públicos que se encontram ou devolutos, ou degradados: as Finanças e o quartel dos Bombeiros Voluntários; o antigo armazém da REFER, o Governo Civil e outros ainda.”
Ao nível da Cultura, o grande desígnio é criar condições para que, dentro de algum tempo, possa anunciar “a extraordinária notícia de sermos mesmo a Capital Europeia da Cultura 2027.”
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