Homenagem a Zé Pedro no «Choque Frontal» com a «União das Tribos»

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Foi com uma emocionada homenagem a Zé Pedro, dos «Xutos & Pontapés», que tinha falecido umas horas antes, que teve início a mais recente edição do «Choque Frontal ao Vivo».

A banda convidada para o pequeno auditório do Teatro Municipal de Portimão (TEMPO) foi a «União das Tribos», cujo líder é António Côrte-Real, filho de António Manuel Ribeiro, dos UHF que, desde muito novo teve contactos com os Xutos & Pontapés.

Em Portimão, recordou alguns episódios, sobretudo um em que Zé Pedro lhe pediu emprestada uma guitarra. Para além das óbvias grandes capacidades como músico, destacou as suas qualidades humanas, sobretudo, a sua simplicidade e ‘boa onda’. A homenagem assumiu, depois, a forma musical, com a «União das Tribos» a interpretar uma música dos «Xutos & Pontapés».

Como é habitual, este foi um programa intimista e “entre amigos”, conforme fez questão de frisar Júlio Ferreira que o apresenta, em conjunto com Ricardo Coelho. Para esse intimismo também contribuiu o facto da banda ali representada por António Côrte-Real, Mauro Carmo e Tozé Morais ter-se apresentado em versão acústica, como se estivesse realmente a mostrá-las num informal encontro de amigos. Quem conhece a música da «União das Tribos» deparou-se com uma sonoridade bem diferente do que estava habituado.

No intervalo das músicas houve tempo para se falar do percurso da banda e, particularmente, do seu último trabalho discográfico, «Amanhã», que contou com a participação de grandes nomes da música nacional, como Tim, António Manuel Ribeiro, Anjos, Mafalda Arnauth, Miguel Ângelo e Carlão.

São, portanto, ‘pesos pesados’ do nosso panorama musical, cujas vozes o grupo entendeu que faziam sentido no disco e que não se mostraram nada difíceis de convencer a entrar na aventura.

Um dos que mostrou um pouco de resistência foi Miguel Ângelo que, depois de ouvir a música que lhe era destinada e a roupagem que tinha, receou não ser capaz de acompanhar o ritmo “tão speedado” que a «União das Tribos» lhe imprimia. Mas acabou por chegar ao estúdio e gravar logo à primeira, o que leva António Côrte-Real a concluir que o antigo líder dos «Delfins» “é um profissionalão”.

Embora o disco esteja a vender bem, António Corte-Real e o vocalista Mauro Carmo dizem “ser muito difícil” aos músicos portugueses darem a conhecer o seu trabalho e terem espaços onde tocar e se promover. Daí que entendam que o formato do «Choque Frontal ao Vivo» é muito importante e que devia ser seguido em muitos outros pontos do país.

Para além da música, e como é da praxe, no decorrer do espectáculo falou-se também de vinhos algarvios. Desta vez em destaque esteve o BS (Borges da Silva), um vinho produzido em Lagos, que, recentemente, e através de uma equipa liderada por Aníbal Neto, ganhou novo élan, depois de quase ter desaparecido. No final, todos os que foram aos espectáculo foram convidados a prová-lo.

O próximo «Choque Frontal ao Vivo» está agendado para o dia 13 de Dezembro e contará com Nuno Barroso como convidado especial. E também já está a ser preparada uma edição especial de aniversário que vai trazer José Cid a Portimão no dia 27 de Janeiro de 2018.

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