As alterações que vão ocorrer na zona da Igreja Matriz de Portimão
No decorrer da IV Semana da Reabilitação Urbana de Portimão foi dado a conhecer o projecto de reabilitação urbana do Largo da Igreja Matriz de Portimão, cuja área de intervenção situa-se no coração da ARU- Centro Histórico de Portimão e abrange a área de protecção de dois imóveis classificados – Igreja Matriz e muralha de Portimão.
A execução da empreitada tem um custo estimado de 750 mil euros, aguardando a Câmara de Portimão aprovação por parte do Programa Operacional CRESC Algarve 2020, que irá financiar 65% deste valor.
Prevê-se, no âmbito desta intervenção de reabilitação urbana, a reorganização do estacionamento automóvel, que passará a ocupar zonas periféricas não adjacentes à Igreja, bem como a pedonalização da Rua Bispo Dom António Castelo Branco (em frente à sede do Boa Esperança), cujo acesso automóvel fica condicionado a carga e descargas, veículos de emergência e entidades competentes.
Os pavimentos dos corredores de circulação pedonal e de toda a envolvente da Igreja Matriz serão substituídos por novos pavimentos, em paralelepípedos de calcário, que constituirão uma superfície mais regular e mais confortável.
Serão eliminados os passeios, passando o perfil dos arruamentos a constituir dois planos únicos, com a drenagem pluvial a realizar-se para o centro da via enquanto que a circulação automóvel e pedonal passa a funcionar sob o principio da coexistência que atribui prioridade ao peão.
Prevê-se ainda a requalificação das diversas infraestruturas existentes, rede de abastecimento de águas, esgotos domésticos, rede de águas pluviais, iluminação pública, abastecimento eléctrico e telecomunicações, que se encontram obsoletas.
Por se situar numa zona de elevada sensibilidade arqueológica, a intervenção terá uma forte componente a este nível, que se traduzirá na execução de escavações arqueológicas prévias – manuais ou mecânicas – nos locais de maior sensibilidade e de acompanhamento arqueológico permanente de todas as frentes de obra.
Uma vez iniciada, a intervenção terá um prazo de execução previsto de oito meses.
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