Covid-19: Ponto de situação no concelho de Portimão

Até ao momento, em Portimão, há oito casos confirmados de pessoas infectadas com o vírus Covid-19, diz a presidente da autarquia, Isilda Gomes, nesta entrevista em que se faz o ponto de situação no concelho.

Nesta altura, a Câmara ainda se mantém com atendimento presencial?

Há algumas secções que continuam em funcionamento, porque é mesmo necessário, mas com um número mínimo de pessoas. Solicitamos que quem precise de nos contactar que o faça por via telefónica ou por email.

O Mercado Municipal vai manter-se aberto?

Vai continuar aberto, embora com as limitações que já anunciámos, sobretudo ao nível do número de pessoas que podem estar no seu interior, em simultâneo. Quando esse número é atingido só à medida que há utentes a sair é que podem entrar outros.

O Vai e Vem também vai continuar a circular?

Vai, embora também com as restrições já anunciadas.

Espaço preparado para eventuais necessidades de isolamento em massa

A autarquia disponibiliza salas em algumas escolas para acolherem os filhos dos profissionais que são essenciais e que por isso não podem ficar em casa. Já começaram a receber crianças?

Até agora ainda ninguém nos solicitou esse serviço nem o que disponibilizamos para receber idosos que também estejam à guarda desses profissionais. De qualquer forma, os espaços mantêm-se disponíveis para esses fins.

Hoje mesmo, a Câmara informou, através do seu site, que tem espaço numa outra escola para eventuais necessidades de isolamento em massa. Que escola é essa e porque resolveram avançar com esta medida?

É uma escola do Agrupamento da Bemposta. Trata-se de uma medida cautelar para estarmos preparados para a eventualidade de surgir um caso como o de Faro, em que um muitas pessoas tiveram de ficar em isolamento.

Outro dos novos serviços disponíveis é de apoio psicossocial por telefone (808 282 112). Porque motivo está a ser implementado?

Porque imaginámos que o facto das pessoas, sobretudo as que vivem sós, terem de ficar tanto tempo em casa lhes provoque cansaço e stress e precisem de alguém que as ouça, as compreenda e lhes dê alguns conselhos. É uma linha aberta a toda a população.

Para além destas e de outras que já foram anunciadas, há mais algumas medidas previstas para os próximos dias?

Vamos iniciar a desinfeção de ruas, em especial, as que têm maior afluência de pessoas, junto a bancos, supermercados e farmácias.

Oito casos confirmados no concelho

Portimão, logo nos primeiros dias, registou cinco casos de pessoas infectadas pelo vírus. Daí para cá surgiram mais casos?

Até agora foram registados oito casos, sete dos quais relacionados com esse primeiro foco e um outro de uma senhora estrangeira, que surgiu anteontem.

Nesta altura, a economia está, em boa medida, parada e as pessoas e as empresas vão necessitar de muitas medidas de apoio. Da parte da Câmara há algumas medidas a serem estudadas?

A Câmara de Portimão tomará todas as medidas que forem necessárias para aliviar o impacto que esta situação causa aos cidadãos.

Mas sendo este um problema geral é importante que haja articulação entre todas as câmaras da região e é isso que estamos a fazer no âmbito da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve.

Entretanto, e no que diz respeito às empresas, o Governo tem vindo a anunciar uma série de medidas de apoio.

A Câmara instalou uma tenda junto ao hospital. Qual é o objetivo?

É para fazer a triagem de casos, de forma a evitar que eventuais pessoas infectadas vão para dentro do hospital.

Tenho estado em contacto permanente com a administração do CHUA e tudo aquilo que me tem sido pedido, temos providenciado e assim continuar a acontecer no futuro.

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