Turismo algarvio vive “crise sem precedentes”

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A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) considera, em comunicado, que o setor está confrontado com “uma crise sem precedentes, jamais vista em toda a nossa existência e cujo fim não é previsível”.

Aquela associação considera que a resposta do Governo, através das medidas excepcionais anunciadas para estimular a economia “vão no sentido correcto e respondem às necessidades das empresas”, mas pede “prazos mais alargados e outros ajustes”.

A AHETA apela, ainda, ao governo que as referidas medidas “sejam urgentemente implementadas, de forma a permitir as empresas e os empreendimentos turísticos esbaterem as enormes fragilidades económicas e financeiras que atravessam”.

No comunicado, e em concreto, a AHETA propõe o seguinte:

· A suspensão do pagamento de contribuições e impostos venha a ser estendida por um período de seis meses;

· As contribuições sociais, taxas e impostos sejam abolidos durante seis meses;

· A suspensão do pagamento das despesas de água, luz e gás durante um período de seis meses;

· O governo e o sistema financeiro devem aprovar/implementar de imediato uma moratória suspendendo a obrigatoriedade das empresas amortizarem dívidas e respetivos juros nos próximos seis meses;

· Abolir a condicionante de 20% para acesso à linha de crédito de 900 milhões de euros, na medida em que, pelo menos no caso do Algarve, os dois primeiros meses do ano tiveram comportamentos melhores do que em 2019;

· O montante da linha de crédito deve ser aumentado para valores mais elevados;

· Estes créditos devem ser de médio prazo (6 anos), não devendo a taxa de juro exceder os 1% e ter uma carência de dois anos;

· Os trabalhadores forçados a faltar ao trabalho para assistir familiares, devem beneficiar de baixa médica, conforme estipulado no Código do Trabalho, isentando as empresas de encargos salariais de trabalhadores que não exercem qualquer actividade;

· Abolir a exigência da queda abrupta e acentuada de 40% da faturação homóloga das empresas nos últimos dois meses para efeitos de declaração de situação de crise empresarial, possibilitando às empresas o encerramento temporário;

· O layoff simplificado deve ser clarificado, ser mais flexível e menos penalizador para as empresas, atendendo ao elevado número de estabelecimentos encerrados temporariamente, tendo em vista evitar o recurso à figura da extinção dos postos de trabalho.

A AHETA acrescenta que as empresas algarvias do setor estão descapitalizadas e fragilizadas por vários meses de gestão deficitária, “não dispondo de condições financeiras para suportar uma paragem total do sector e, simultaneamente, satisfazer os encargos com o pessoal e outros compromissos financeiros e fiscais”.

A concluir refere-se que o período que atravessamos “constitui um verdadeiro pesadelo para os empresários hoteleiros e turísticos do Algarve, o que torna ainda mais urgente a aprovação destas e outras medidas, sem as quais o setor corre o risco de afundar rapidamente, provocando efeitos nefastos, incalculáveis e imprevisíveis na economia regional e nacional”.

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