Covid-19: Ponto de situação no concelho de Albufeira

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Com 33 casos confirmados, o concelho de Albufeira é o segundo do Algarve com maior de pessoas infetadas de Covid-19.

A maior parte dos afetadas, diz o presidente da Câmara, José Carlos Rolo, são cidadãos nacionais ou estrangeiro que estiveram recentemente noutros países.

O boletim de hoje da Administração Regional de Saúde (ARS) indica que há um total de 33 casos de pessoas infetadas com o vírus Covid-19 no concelho. Trata-se de casos independentes uns dos outros ou resultam de algumas cadeias de transmissão?

A informação que tenho é que a grande maioria das pessoas afetadas vieram do estrangeiro, sobretudo de França, do Brasil e de Espanha, que depois terão contaminado outras pessoas.

Nos últimos dias resolveu tomar medidas no sentido de dificultar o acesso às zonas balneares. É uma medida preventiva ou já havia muita gente a ir para as praias em vez de ficar em casa?

Sobretudo nos dias de maior calor, já começávamos a ver gente nos areais e para tentar evitar isso encerrámos os estacionamentos situados junto às praias.

Imagino que há umas semanas atrás, uma das suas principais preocupações era encontrar formas de convencer mais pessoas a irem para Albufeira e as suas praias. Agora teve que tomar essa decisão, não deve ter sido fácil…

Realmente é um sentimento contraditório… Regularmente fazemos muitas ações de marketing no país e no estrangeiro, tentando trazer mais pessoas para as praias e agora temos que lhes pedir para não virem. Mas, nesta fase, para bem de todos tem de ser assim e penso que as pessoas percebem isso.

GNR verifica se supermercados cumprem as regras

A população e os turistas estão a cumprir as regras definidas pela Direção-Geral da Saúde?

Penso que a generalidade está. Vê-se pouca gente na rua, exceto junto aos estabelecimentos que podem estar abertos. Já pedi à GNR para que, de vez em quando, vá verificando junto dos supermercados se as regras estão a ser cumpridas, sobretudo no que diz respeito ao número de clientes que pode estar no interior dos estabelecimentos ao mesmo tempo.

Quais foram as principais medidas de apoio à população que a Câmara tem vindo a tomar?

Tomámos medidas em várias áreas. Uma delas ao nível da contenção, passou pelo encerramento do serviço presencial nos equipamentos municipais, para diminuir os contactos e o risco de propagação do vírus. Também fechámos todos os parques infantis e espaços de desporto e lazer e solicitámos a paragem do autocarro e do comboio turístico, o que aconteceu de imediato.

Na vertente dos equipamentos de apoio, temos um espaço destinado aos sem-abrigo, um outro para pessoas que estiveram em contacto com infetados e, por isso, têm de ficar em quarentena. Temos, ainda, num hotel, reservados 18 quartos para idosos que seja necessário que fiquem isolados por suspeita de estarem infetados.

Temos também vários apartamentos e quartos para algum conjunto de pessoas caso venha a acontecer alguma situação menos boa nos lares.

E no que diz respeito ao apoio social?

No que diz respeito ao apoio social, contamos com um conjunto de voluntários e funcionários para fazerem compras de alimentos e medicamentos às pessoas que não podem ou não devem sair de casa.

Também ativámos uma linha de apoio psicológico, que já recebeu 130 chamadas.

Depois, há o apoio que prestamos a várias entidades. Comprámos ventiladores portáteis para os Bombeiros e Hospital de Faro e temos disponíveis alojamentos onde os profissionais de saúde podem ficar ao longo deste período para não terem de ir do trabalho para casa, correndo o risco de contaminar as suas famílias.

Temos também prestado algum apoio à GNR, nomeadamente através da entrega de algum material muito necessário nesta fase, como desinfetantes e hoje mesmo vou encomendar a um laboratório local um conjunto de testes para entregar às forças de segurança, bombeiros, elementos da proteção civil, que, devido à sua atividade, estão particularmente expostos a serem infetados.

Na área do apoio económico determinámos alguns incentivos, como a isenção de pagamento de taxas por parte dos comerciantes e das obras particulares. Também isentámos o pagamento das taxas fixas da água, saneamento e resíduos sólidos.

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