Campus universitário de Portimão deverá custar mais de 7 milhões de euros

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O reitor da Universidade do Algarve (UAlg), Paulo Águas, foi um dos participantes na sessão de apresentação do polo tecnológico que a instituição vai desenvolver em parceria com o Autódromo Internacional do Algarve. No final, ao «Algarve Marafado», falou sobre este projeto e também as perspetivas relativas à construção de um campus universitário em Portimão.

Algarve Marafado (AM): O que espera a Universidade do Algarve deste polo tecnológico?

Paulo Águas (PA): Este é um projeto de elevadíssima importância para a Universidade do Algarve, que assim fica com uma maior relação com o território, em particular com o Barlavento através de um equipamento já existente, que é estruturante para o território, o do Autódromo do Algarve.

O pólo vai permitir a transferência de conhecimentos e contribuir para que a região tenha mais emprego qualificado.

Isso acaba por ser bom para a UAlg, pois as universidades que estejam localizadas em regiões que possuem emprego qualificado são, naturalmente, mais procuradas por estudantes não só do país como de outras partes do mundo e assim conseguimos captar mais talento para a região.

AM: Quando é que espera que o projeto vá para o terreno?

PA: Esperamos que no final de 2023 a estrutura física possa estar praticamente concluída e que no ano seguinte já aí haja empresas, que vão interagir com a Universidade e a Parkalgar e beneficiar de um conjunto de serviços prestados por esta infraestrutura.

AM: A presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes, disse que tem um terreno disponível para a Universidade do Algarve criar um campus no concelho. Vai aceitar a oferta?

PA: A Universidade do Algarve tem atividade em Portimão há cerca de 30 anos e, nesta altura, quase 500 alunos, mas pensamos que é possível e desejável aprofundar essa ligação com o concelho.

Para isso é fundamental que tenhamos instalações diferentes das atuais, que não nos permitem crescer, nem ter áreas de formação no setor tecnológico, que poderiam ser interessantes para este território.

Por isso, vemos com muito agrado esta disponibilidade do município de Portimão, temos vindo a trabalhar com a Câmara e com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e aguardamos que o próximo Programa Operacional (PO) Regional abra um aviso a que a Universidade do Algarve possa concorrer para construir essa infraestrutura.

AM: Tem ideia de qual poderá ser o custo de construção do campus?

PA: Se estivermos a falar de só um edifício para cerca de mil estudantes serão cerca de 4 a 5 milhões de euros. Se o projetarmos para 2 mil estudantes e uma residência, o custo será maior, irá bem para além dos 7 milhões de euros.

AM: Isilda Gomes defende que o futuro campus de Portimão seja essencialmente direcionado para cursos ligados às novas tecnologias. É também essa a vossa ideia?

PA: Sim, claro. Neste momento temos em Portimão cursos de Faro, essa é a realidade, e o que queremos é a criação de uma escola em Portimão que terá os seus próprios órgãos de gestão e autonomia, o que não acontece atualmente.

Não vamos abandonar os cursos de Gestão e Turismo, que são os que existem no concelho, mas vamos acrescentar cursos nas áreas tecnológicas.

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