Memórias de um antigo presidente da Junta de Portimão. Episódio 2: Final feliz

Segundo conjunto de episódios recordados por Ilídio Martins, enquanto presidente da Junta de Freguesia de Portimão, eleito pelo PSD, entre 1989 e 1993.
JUNTA TRANSFORMADA EM UNIVERSIDADE – Em determinado altura telefona-me o presidente da câmara dizendo-me que a Universidade do Algarve queria abrir um polo em Portimão, mas não tinha nenhum espaço para tal fim.
De imediato lhe disse que, como era bom para cidade, e que desde que me arranjasse um espaço para a Junta trabalhar, não me importaria de ceder o edifício da mesma para implantar o respetivo polo da universidade.
Assim aconteceu, arranjado espaço para a autarquia, o polo universitário instalou-se na sede da Junta.
HÁ CHEQUE OU NÃO HÁ CHEQUE? – Um dia, apareceram-me na Junta dois senhores. Assunto: a não atribuição de abono de família a um deles. Informei-os que a instituição que poderia trtar do assunto era a Segurança Social.
Disseram-me então que já tinham corrido tudo e que ninguém lhes resolvia o problema e que lhes tinham indicado o presidente da Junta de Freguesia.
Depois desta conversa disse-lhes que, embora não sendo jurista, pela minha experiência, o senhor teria direito a receber o respetivo abono. Esta situação devia-se ao facto de um casal conhecido se ter ausentado e lhe havia pedido para ficar uns dias com o filho. Entretanto, já tinham passado 4 anos e os pais da criança não apareciam.
Perguntei se tinham documentação necessária para tratar do assunto. Disse-lhes para me deixar fotocópia dos documentos para ver o que podia fazer. Após a sua saída pedi à secretária da junta que ligasse para a Segurança Social de Faro e que entrasse em contacto com a pessoa indicada para tratar dessa questão. A funcionária pediu-me para lhe enviar os papéis ao cuidado dela, o que mandei fazer de imediato.
Entretanto, o senhor perguntou-me quanto tempo achava que demorava, para saber quando lá voltar, ao que lhe disse para regressar passados oito dias. Esse período passou e garanti ao utente que o assunto estava a poucos dias de ser resolvido, ao que ele respondeu que era mais um a dar-lhe música e para lhe devolver os papéis que me tinha entregado.
Nessa altura, eu já tinha a certeza de que o assunto estava resolvido, bastava apenas mandar passar o cheque do abono. Pedi-lhe para voltar três dias depois, o que aconteceu. Quando lá chegou disse-lhe que se deslocasse a Faro que já lá tinha um cheque passado, e tal não foi a comoção que começou a chorar. Final feliz.
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