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Portimão: aeronave perde potência e sofre “violenta colisão” com solo

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Uma aeronave perdeu potência e teve de fazer uma aterragem forçada, sofrendo uma “violenta colisão” com o solo, logo após ter descolado, no Aeródromo de Portimão.

Os dois ocupantes ficaram com “alguns arranhões superficiais, dispensando serviços médicos”.

O acidente aconteceu no dia 29 de setembro e é relatado no Boletim de Divulgação Trimestral do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF).

Esta entidade explica que os dois pilotos, proprietários da aeronave, efetuaram “os procedimentos de preparação da aeronave para um voo local a realizar na zona de Portimão, com duração prevista de uma hora”.

Pelas 14h55 a aeronave “iniciou o táxi para alinhar na pista 29 após ter realizado os testes de motor, sem anomalias reportadas”.

A aceleração foi normal e a descolagem deu-se “a cerca de 500 metros desde o início da rolagem, correspondendo a 2/3 do comprimento da pista”.

Segundo os relatos de testemunhas e ocupantes, “com a aeronave a 50 pés de altura estimados, o motor perdeu potência por completo levando o piloto a aterrar em frente com um ligeiro desvio à direita por forma a aproveitar maior extensão de terreno livre de obstáculos (vala de canal aquífero localizada ao longo do perímetro da pista)”.

O GPIAAF salienta que “os elementos dos serviços de socorro do aeródromo “responderam imediatamente”.

Os ocupantes “saíram da aeronave pelos próprios meios”, apenas com “alguns arranhões superficiais”,
dispensando cuidados médicos.

“Durante a violenta colisão da aeronave com o solo, a aeronave sofreu danos significativos na estrutura
primária”, explica o GPIAAF, adiantando que “os danos nas pás da hélice evidenciam rotação da mesma com ausência de potência significativa debitada pelo motor na colisão com o solo macio”.

Esta entidade refere que “a tripulação estava devidamente autorizada e treinada para realizar o
voo”.

Por outro lado, “a documentação a que a investigação teve acesso evidencia uma condição aeronavegável da aeronave”, mas a mesma documentação “apresenta irregularidades técnicas e processuais nos trabalhos realizados nas duas últimas inspeções anuais”.

O GPIAAF fez deslocar uma equipa de investigação ao Aeródromo de Portimão e irá decidir “se há
motivos que justifiquem a abertura de uma investigação formal”

A informação que consta no boletim “é considerada de carácter provisório e contém apenas um resumo dos acontecimentos tal como conhecidos à data da sua elaboração, podendo ser sujeita a alterações”-

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