Luz verde e verba aprovada para que o Hospital Central do Algarve seja finalmente construído
Parece que desta é de vez. O Governo aprovou, finalmente, a construção do Hospital Central do Algarve e a dotação da verba necessária.
A decisão foi tomada no Conselho de Ministros realizado esta 6ª feira, dia 9 de janeiro.
Ao anunciar a medida, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, classificou-a como “histórica”.
O hospital vai ser construído através de uma parceria público-privada e representa, para já, um investimento de 426,6 milhões de euros.
Mas, está previsto que, ao longo dos 26 anos seguintes, o investimento chegue a 1.100 milhões de euros.
“Vamos ser rápidos”
Na região, a decisão foi saudada e elogiada pelo PSD e CDS.
O líder do PSD, Cristóvão Norte, fala também num “dia histórico”, pelo qual diz ter batalhado ao longo de muitos anos.
Trata-se de “uma notícia que nos dá esperança, que traduz o nosso compromisso e para a qual temos trabalhado em articulação direta com o Governo. Mas os algarvios só vão mesmo acreditar quando estiver construído e eu compreendo isso. Se não estivesse envolvido no processo, também franzia o sobrolho, todos se lembram das primeiras pedras de Sócrates. A primeira coisa é pedir desculpa por estes anos todos em que não avançou, a segunda é gritar, não parem. Vamos ser rápidos porque há muitos a precisarem.”
“Houve vontade política”
O CDS/Algarve veio, em comunicado, dizer que “houve finalmente vontade política e sentido de missão” e este é mais um sinal que “o Algarve está a ser erguido a prioridade nacional” pelo Governo.
Aquele partido adianta que “a construção do Hospital Central do Algarve é um imperativo de justiça social e de dignidade humana, numa região que tem sido reiteradamente esquecida nos grandes investimentos estruturais”.
Esta estrutura política aproveita, ainda, a oportunidade para criticar o PS, que “acumulou relatórios, comissões, intenções e anúncios, mas não deixou uma única decisão efetiva para o avanço da obra. Hoje, os algarvios sabem: estudos não constroem hospitais, nem comunicados tratam doentes”.
Governo levou “646 dias para tomar a única decisão que faltava”
Visão diferente tem o líder regional socialista, o deputado Luís Graça, que, na sua página de Facebook, garante que “o processo do novo Hospital Central do Algarve ficou concluído na pasta de transição entre os governos de António Costa e da AD”.
Na sua opinião, em vez de palmas, o atual Governo merece censura por ter levado “646 dias para tomar a única decisão que faltava, precisamente, a de lançar o concurso internacional para a construção do novo hospital.”
Vídeo em destaque:


