Freguesias algarvias em luta contra os CTT
A delegação do Algarve da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) denuncia, em comunicado, “imposições unilaterais dos CTT e admite medidas de protesto”.
Em muitas zonas da região, os postos de correio funcionam em instalações de juntas de freguesia, que “contrataram trabalhadores especificamente para assegurar o serviço postal”.
O valor pago pelos CTT por este serviço, alegam as freguesias, “não cobre os seus custos reais, não custeia na totalidade o funcionário, nem água, luz, limpeza ou manutenção do espaço”.
Agora, acrescenta-se, na renegociação deste serviço, a empresa está a impor “reduções drásticas nos horários de funcionamento dos postos, com impacto direto nas populações, sobretudo nas zonas mais envelhecidas e do interior do Algarve”.
Essa imposição leva a que as freguesias se vejam “obrigadas a manter os funcionários, mas recebendo verbas significativamente inferiores, uma vez que a comparticipação dos CTT está indexada ao horário praticado”.
“Mais uma vez quem sai prejudicado são os cidadãos. Reduzir horários é reduzir serviço público e afastar as pessoas dos serviços essenciais de proximidade”, sublinhou a delegação do Algarve da ANAFRE.
“Os CTT revelam pouco respeito pelo serviço postal e pelas pessoas. É inaceitável que uma empresa que apresenta lucros enormíssimos à custa da exploração do erário público, sendo hoje uma empresa privada de capital maioritariamente estrangeiro, continue a desvalorizar o papel das freguesias”, refere a delegação.
Caso não sejam tomadas “decisões justas e adequadas à realidade de cada freguesia, estamos preparados para tomar outras atitudes mais severas”, acrescenta a ANAFRE, que não exclui “nenhuma forma de protesto ou de luta em defesa das populações e da dignidade do poder local”.
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