Lagos vai ter mais 2 mil quartos de hotel
O concelho de Lagos continua a ser um dos concelhos algarvios mais cobiçados pelos investidores do setor turístico.
No passado dia 8 de outubro foi colocada a primeira pedra na obra de construção de dois hotéis na zona da marina e da estação, mas há muitos outros projetos na calha.
A poucos quilómetros de distância, na zona da Meia Praia, vão surgir duas unidades hoteleiras, a que se juntará uma terceira nos Palmares.
Em fase final de acabamento está o empreendimento das antigas Torres da Croatália, que poderá estar em condições de abrir já no início do próximo ano.
Mais complicado tem sido o processo que tem como objetivo a recuperação do antigo hotel Golfinho. O presidente da câmara de Lagos, Hugo Pereira, diz que já há quase três anos que foi levantada a licença de construção, mas até agora continua tudo na mesma
Revela, no entanto, ter tido, recentemente, uma reunião com os promotores e “o que me foi transmitido é que até ao final do ano poderemos ter novidades, o que poderá passar pela entrada de um novo investidor, vamos ver o que acontece”.
Aprovado e em vias de avançar está um hotel para a Boavista e bem perto desse espaço, na Atalaia, há a possibilidade de nascer um outro do grupo que está a avançar com os da estação, o Mercan Properties. A estes podem ainda somar-se mais um ou dois outros empreendimentos.
Se todos os projetos se concretizarem, pelas contas de Hugo Pereira, “poderemos estar a falar em mais cerca de 2.000 quartos turísticos em Lagos”.
O autarca acredita que haverá turistas para todos eles, embora, eventualmente, em parte, à custa do alojamento local, que pode vir a perder alguns hóspedes, quer devido às novas regras, quer pela concorrência desses novos hotéis.
Mas tantas novas unidades turísticas levantam um problema: onde alojar os seus empregados?
Hugo Pereira diz ter vindo a alertar os investidores para esta questão e que a eles compete, em primeiro lugar, encontrar soluções, pois “não podem esperar que a câmara arranje alojamento para todas essas pessoas”.
Uma das opções – que diz já estar a ser posta em prática por alguns hoteleiros – “é usarem alguns dos quartos dos hotéis para alojar funcionários em vez de os disponibilizarem aos seus clientes”.

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