Sem maioria absoluta, Álvaro Bila pede à oposição que coloque Portimão acima dos interesses partidários (com vídeo)
No seu discurso de tomada de posse como presidente da câmara de Portimão eleito nas autárquicas do passado dia 12 de outubro, Álvaro Bila reiterou as principais promessas feitas ao longo da campanha eleitoral.
O autarca garantiu ir entregar, durante o mandato que agora tem início, mais 1000 habitações, criar 2.500 lugares de estacionamento, construir a V2 e investir forte em escolas, creches, no campus universitário e na área da saúde.
Também assumiu estar disponível para criar as condições necessárias para proceder à transmissão online das sessões da Câmara e da Assembleia Municipal.
Falta de maioria é “uma oportunidade”
A sessão, que decorreu este domingo, 26 de outubro, no auditório do Museu de Portimão, completamente cheio, teve como objetivo proceder à tomada de posse de todos os eleitos para a câmara e assembleia municipal.
Apesar de ter obtido um dos melhores resultados de sempre, o PS não conseguiu maioria absoluta naqueles órgãos autárquicos.
A interpretação que o autarca faz dessa decisão é que “os portimonenses escolheram uma governação mais plural”, que o eleitorado “quer diálogo, não monólogos”, o que é “um convite à responsabilidade partilhada”.
Portanto, a maioria relativa parece tirar o sono a Álvaro Bila, que disse não ser isso “um problema, mas uma oportunidade para construir pontes e para dialogar”.
E, nesse sentido, fez um apelo direto a todos os eleitos, mas em especial aos da oposição: “preciso que esta assembleia aprove os projetos, preciso que os vereadores da oposição contribuam com ideias e que todos coloquemos Portimão à frente das nossas diferenças”.
PS ganha Mesa da Assembleia
Cerca de meia-hora após a instalação dos órgãos autárquicos realizou-se a primeira sessão da assembleia municipal, tendo como ponto único da ordem de trabalhos a eleição da respetiva Mesa.
E era aí que residia a maior expectativa, pois, tendo a oposição mais elementos do que o PS, poderia eleger uma lista por si apresentada.
Uma situação que se soube não ir acontecer assim que foi conhecido que a oposição tinha apresentado duas listas, uma do Chega e outra da coligação PSD/CDS/IL. Isto, para além da do PS.
Contados os votos, verificou-se que os nomes indicados pelos socialistas obtiveram 14 votos, contra 8 da lista do Chega e 7 da apresentada pela coligação PSD/CDS/IL. Foi ainda registado um voto em branco.
Em face disso, a Mesa ficou constituída por Carlos Café, como presidente, Andreia Sousa como 1ª secretária e Júlio Ferreira nas funções de 2º secretário.
Assista ao vídeo aqui:













