Militar da GNR que morreu a combater o tráfico de droga vivia em Lagos e fazia parte do Moto Clube do Arade
Pedro Manata e Silva foi o GNR morto quando a embarcação em que seguia foi atingida por uma outra suspeita de envolvimento no narcotráfico, no rio Guadiana, no concelho de Alcoutim. Três outros colegas ficaram feridos.
Tinha 50 anos, era natural de Ermesinde e residia no concelho de Lagos.
Era também adepto das duas rodas e fazia parte do Moto Clube do Arade, que já veio lamentar a sua partida.
Na sua página de Facebook, aquele grupo manifestou “o mais profundo pesar pelo falecimento do nosso amigo, motociclista e militar da Guarda Nacional Republicana”.
Presidente da República manifesta pesar
Ao longo das últimas horas têm sido muitas as reações à sua morte, a começar por Marcelo Rebelo de Sousa, que, no site da Presidência da República, publicou uma nota na qual “manifesta o seu pesar pelo falecimento em serviço do Cabo Pedro Manata e Silva, pertencente à Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras da Guarda Nacional Republicana (GNR), vítima de meliantes esta noite no Rio Guadiana, quando exercia as suas funções a favor do respeito da Lei e da Sociedade”.
O Presidente diz já ter apresentado pessoalmente “as mais sentidas condolências à esposa, filhos e demais família enlutada, bem como as expressa a todos os seus amigos e à própria GNR, neste momento particularmente difícil para todos os seus militares e civis”.
O Chefe de Estado garante, igualmente, estar a “acompanhar a situação dos três militares feridos, a quem transmite a sua solidariedade e apoio, esperando a sua rápida recuperação”.
GNR quer que o seu “o seu exemplo permaneça como farol”
Também a GNR veio lamentar o seu falecimento. Em comunicado, aquela força militarizada refere que o cabo Pedro Manata Silva “partiu a cumprir o dever, com a coragem e a entrega que definem os que vestem esta farda”.
No texto, garante-se, ainda, que “a sua memória viverá em cada militar da Guarda” e faz-se votos para que “o seu exemplo permaneça como farol, guiando-nos na defesa da lei, da segurança pública e da vida”.
Associação pede consequências políticas
Outra reação à sua morte veio da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), de que Pedro Manata Silva foi dirigente.
A APG/GNR diz ser “sempre imensa a consternação quando um de nós perde a vida em serviço de forma prematura, mas este caso em particular tem um significado diferente, na medida em que se trata de alguém que nos é próximo, que era associado e antigo dirigente da APG/GNR, que teve a generosidade de lutar pelos direitos dos seus camaradas, de lhes dar voz”.
Aquela associação refere, ainda, em comunicado que “não é admissível que, sempre que morre um profissional da GNR em serviço se lamente o sucedido, que se apresentem discursos de circunstância sem que daí surjam consequências políticas concretas no plano das decisões. Os profissionais da GNR que juraram cumprir a sua missão, mesmo “com risco da própria vida”, fazem-no diariamente e, lamentavelmente, encontram-se desprotegidos perante o seu estatuto e dignidade profissionais”.
A APG/GNR exige ao Governo “respostas firmes, que se consubstanciem em medidas que reconheçam o risco da nossa profissão, que nos confiram dignidade, enquanto agentes da segurança pública e enquanto seres humanos”.
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