Choque frontal entre PS e Bloco por causa das portagens na Via do Infante

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“Vergonhoso e muito lamentável”. É assim que o deputado João Vasconcelos (Bloco de Esquerda) qualifica o chumbo da proposta de isenção das portagens na Via do Infante que o seu partido apresentou, por parte do PS e do CDS.

O deputado também se ‘atira’ ao PSD, que se absteve por “puro manobrismo político”, uma vez que “quando estava no poder aplicou e manteve as portagens, castigando o Algarve”. Mas “muito mais grave” do que a posição dos social-democratas é, para o deputado bloquista eleito pelo Algarve, “a aliança PS-CDS/PP contra o Algarve”.

Da parte do PS, os argumentos que justificam tal orientação de voto foram dados, em pleno Parlamento, pelo deputado António Eusébio. O também líder do PS/Algarve disse que os socialistas estão cientes doa problemas económicos que a situação provoca à região e que, por isso mesmo, “desejamos a Via do Infante sem portagens”. Mas, do outro lado da balança, estão “os constrangimentos que se colocam às finanças públicas portuguesas”, os quais, na sua opinião, impedem que a medida seja tomada nesta legislatura.

O que o PS promete, através deste deputado, é “a diminuição gradual do valor das portagens”. A questão passará para a Unidade de Missão para o Interior, que irá propor medidas que vão nesse sentido, garantiu António Eusébio.

Da parte do Bloco de Esquerda, a estratégia passa por continuar a insistir neste tema, e nesse sentido vai agendar “para discussão e votação no Parlamento um novo Projecto de Lei bloquista propondo a isenção de portagens na Via do Infante”. E, no próximo dia 24 (Quinta-feira), aquele partido vai associar-se a uma nova acção de protesto organizada pela Comissão de Utentes da Via do Infante junto à Ponte do Guadiana.

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