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As glórias e tragédias de um algarvio ilustre

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Foi um português ilustre, ocupou cargos de grande responsabilidade no país e, no entanto, é praticamente um desconhecido, mesmo na região onde nasceu.

José Diogo Mascarenhas Neto nasceu em Alcantarilha, em 1752 e, ao longo da sua vida, ‘tocou’ vários instrumentos, todos de grande importância.

Entre vários outros, exerceu os cargos de juiz; de Superintendente-Geral das Calçadas e Estradas, tendo, nessa condição, sido responsável pela primeira estrada que ligou Lisboa ao Porto e de Superintendente-Geral dos Correios.

Foi maçon, conviveu com as maiores figuras do seu tempo, foi íntimo dos políticos de topo e da realeza. Teve momentos de glória, mas também dramáticos, sobretudo a partir do momento em que caiu em desgraça, foi preso e, posteriormente, exilado.

No fundo, a sua vida dava um livro, pensou  João Nuno Aurélio Marcos, um homem apaixonado pela história e pela escrita. Atirou-se, então, ao trabalho e pôs-se a vasculhar tudo o que é possível encontrar sobre a vida deste algarvio ilustre e, praticamente, desconhecido.

O livro está, finalmente, escrito, foi editado pela Arandis Editora, tem por título «Traidor ou Patriota? – José Diogo Mascarenhas Neto (Um notável algarvio no lado errado da história)» e foi apresentado este Sábado, 25 de Junho, exactamente na propriedade onde nasceu o biografado, a Quinta da Cruz, que, desde há alguns anos, faz parte do Hotel «Capela das Artes».

Sobre a personagem do seu livro, João Nuno Aurélio Marcos optou por, praticamente, nada dizer. Depois de longos meses ou até anos a dedicar parte considerável do seu tempo a recolher informação e a escrever, o autor quer que, agora, seja o livro a falar por si.

De forma que as ‘despesas’ da conversa ficaram por conta de Maria João Raminhos Duarte, que recordou a figura de José Diogo Mascarenhas Neto, a sua vida, os seus sucessos e desaires, bem como a sociedade em que se movimentava. Trata-se de uma figura grande da história não só da região, mas do país e que, até agora, estava, injustamente, esquecida. Uma injustiça que este livro vem reparar.

A historiadora elogiou, pois, o “significativo contributo” que, com esta obra, o autor deu para “a recuperação da identidade histórica algarvia” e fez votos para que João Nuno Aurélio Marcos continue a sua “caminhada pela estrada da história”, recuperando outras memórias, episódios e personalidades.

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