Ano turístico algarvio vai ser melhor do que o de 2016

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Entrevista ao presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva.

Algarve Marafado (AM) – O ano passado foi excelente para o turismo algarvio. Numa altura em que se começa a pensar a sério em mais uma época alta, pode esperar-se que os resultados sejam, este ano, tão bons ou ainda melhores que os de 2016?

Desidério Silva (DS) – Sim, todos os indicadores apontam para que em 2017 os números sejam superiores aos de 2016. Isso tem a ver com a procura, com a percepção positiva sobre a região que têm os nossos mercados emissores de turistas. 

Para já, os números do início do ano são superiores aos do ano passado. Daqui para a frente é sempre a crescer, obviamente, com uma margem mais curta em Julho e Agosto, mas para aqueles meses em que, normalmente, a taxa de ocupação é mais difícil, os dados que vamos tendo indicam crescimento.

AM – Numa intervenção que proferiu nas Jornadas do Arade referiu que, mesmo fora da época alta, em determinadas alturas do ano, os hoteleiros já não conseguem ter resposta para a procura que existe. Isso é mesmo assim?

DS – Nos meses de Maio e Outubro há dificuldade de oferta em relação à procura que existe. Ou seja, já não é normal que os operadores cheguem cá e encontrem aquilo que querem. Há muita reserva feita, muita contratualização feita, pelo que as unidades já têm a sua ocupação quase completa.

E o que eu disse, numa feira realizada em Berlim em que essa questão se colocou, é que o Algarve tem oferta, diversidade, temperaturas boas e segurança ao longo de todo o ano. O que temos de fazer é trabalhar melhor os produtos que são mais procurados nos outros meses do ano. Por exemplo, a época alta do surf não é Julho e Agosto, a época alta para os passeios de bicicleta também não. Portanto, é uma questão de começarmos a perceber o que é que cada produto pode aumentar em termos de escala e de valor para que a economia comece a ser mais sustentável ao longo de todo o ano.

AM – Apesar do aumento da procura, creio que ainda continuamos a ter muitos hotéis fechados durante largos períodos.

DS – Não tanto. Nos últimos dois anos já notámos que houve hotéis que, normalmente, fechavam no Inverno e que já não o fizeram. Tem muito a ver com a procura, com aquilo que é o negócio. Um hotel fecha se não sentir que há procura. Se houver procura acaba por se manter de portas abertas. Cada vez há menos hotéis fechados e outros que fechavam durante três ou quatro meses e que agora só fecham durante um mês ou um mês e meio, até para levar a cabo certas intervenções que são necessárias.

AM – Em termos de mercados emissores de turistas, continua o panorama habitual ou tem havido alterações nos últimos anos? Por exemplo, ouve-se falar que tem havido um aumento substancial da procura por parte de franceses, isso confirma-se?

DS – Sim, neste momento, a França é o nosso 5º mercado emissor de turistas. O mercado nacional vale cerca de 30% e o da Grã-Bretanha também mais ou menos o mesmo. Depois temos a Alemanha, a Holanda, a França, a Irlanda e a Espanha, são estes os nossos principais mercados.

AM – Este ano foi feita uma grande aposta promocional da região, através da Volta ao Algarve em Bicicleta, que foi transmitida pela Eurosport. Já tem ideia do retorno que esse investimento teve e se ele justifica que a aposta seja para continuar nos próximos anos?

DS – Não tendo ainda o relatório detalhado, a noção que temos é que a projecção atingiu um patamar superior ao que era expectável. A Volta ao Algarve estava num processo de, não digo estagnação, mas de ‘consumo interno’, e esta transmissão promoveu-a de uma forma extraordinária porque chegou a 50 e tal países. Os números que nos vão ser facultados em breve vão, seguramente, dar razão e justificar o investimento feito.

Este é um investimento com retorno garantido. Além dos ciclistas, houve milhões de pessoas em todo o mundo que viram que o Algarve é uma região que tem paisagem, património, praias e serra.

O que sei e que resulta dos contactos que mantive com o secretário de Estado do Turismo é que, no próximo ano, este processo é para reforçar. Na minha opinião é irreversível a transmissão da Volta ao Algarve em Bicicleta através da Eurosport ou de, eventualmente, outra cadeia televisiva, mas penso que a Eurosport é aquela que maiores garantias dá face ao universo de países a que chega.

Para além da projecção do Algarve, a ideia passa, também, por a Volta funcionar como âncora que permita conseguir-se que grandes equipas mundiais da modalidade venham fazer estágios na região. Estamos a trabalhar nisso, criando roteiros e traçados para todo o tipo de ciclistas.

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