O sonho do Algarve receber uma prova de Fórmula 1 ainda não morreu

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O director do Autódromo do Algarve, Paulo Pinheiro, não atira a toalha ao chão quanto à possibilidade daquele circuito vir a receber um Grande Prémio de Fórmula 1.

Em entrevista ao jornal digital O Algarve Económico, diz que este é um caminho que está a ser percorrido. Garante que “temos vindo a fazer o que nos compete: temos a pista homolgada, conseguimos trazer os testes de Fórmula 1 da Mercedes, que é a equipa tri-campeã do mundo” e as infra-estruturas foram construídas tendo em conta essa possibilidade.

O maior problema parecem ser os milhões que necessários para garantir o direito a receber uma competição dessas. Paulo Pinheiro estima que sejam precisos entre 15 a 30 milhões de euros, mas diz que este é um investimento muito rentável, pois há estudos feitos que indicam que “se investirmos 10 numa provas destas, vamos buscar 100”.

Este responsável considera que receber uma prova de Fórmula 1 é um sonho que “estamos hoje mais perto de concretizar do que estávamos há um ou dois anos atrás.”

O Autódromo Internacional do Algarve foi inaugurado em 2008, praticamente ao mesmo tempo que rebentou a crise económica. O dia em que se procedeu a essa cerimónia foi, aliás, o mesmo em que o Governo levou a cabo uma sessão extraordinária do Conselho de Ministros para nacionalizar o BPN. Foi, portanto, “formalmente, o começo da crise em Portugal”, o que acabaria por ter consequências negativas na vida daquele equipamento.

Mas, diz Paulo Pinheiro, o factor essencial que levou o Autódromo a passar por uns anos de grandes dificuldade foi a falência de uma empresa irlandesa que se tinha comprometido a comprar o hotel e os apartamentos que estavam a ser construídos. O Autódromo ficou sem esse dinheiro e com a necessidade de pagar aos empreiteiros que estavam a construir a vertente imobiliária e os empréstimos contraídos.

Foram, recorda, “tempos muito, muito difíceis”, que culminaram com a realização de um Processo Especial de Revitalização (PER), que permitiu baixar a dívida e conseguir o financiamento necessário para acabar o hotel e os apartamentos, uma vertente que considera ser muito importante para o Autódromo.

Nesta altura, a situação é bem mais tranquila. Paulo Pinheiro diz que a pista é utilizada ao longo de cerca de 320 dias do ano, em actividades de testes de competição, apresentação de carros, track days e corridas.

Graças a toda esta actividade, garante, os tempos negros, em termos financeiros, ficaram para trás. Ao longo dos últimos anos, o Autódromo começou a ter mais receitas do que despesas e 2016 foi “o melhor de sempre” em termos de facturação, que se situou na ordem dos 23 milhões de euros.

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