Novo reitor reclama mais transferências financeiras para a Universidade do Algarve

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O novo reitor da Universidade do Algarve defendeu, na sua intervenção de tomada de posse, realizada esta Quarta-feira, 13 de Dezembro, ser “da mais elementar justiça que sejam encontradas medidas compensatórias para as instituições [do ensino superior] cujos fundos comunitários obedecem a regras diferentes pelo facto da sua localização geográfica assim o determinar”.

Com efeito, Paulo Águas diz não fazer sentido que haja dois pesos e duas medidas a este nível. Ou seja, que algumas instituições possam ter acesso a fundos comunitários para a aquisição de equipamentos para determinados projectos e cursos e outras não, apenas em função da região em que estão instaladas.

As preocupações financeiras ficaram bem expressas em vários pontos da sua intervenção. Referiu que o país e a região necessitam da Universidade do Algarve para ajudar a cumprir “o desígnio nacional na aposta do conhecimento e na redução da diferença que ainda nos separa nesta matéria em relação aos nossos parceiros”, mas o problema é que “os meios que nos vêm a ser atribuídos não traduzem essa aposta”.

Isto porque os aumentos das dotações orçamentais dos últimos anos “têm sido insuficientes para cobrir as reposições salariais e outros impactos de alterações legislativas que têm vindo a ocorrer”. Como consequência, “hoje temos menos meios do que no passado recente”.

Para tentar dar a volta a essa situação, para além de reclamar maiores transferências financeiras por parte do Estado, o reitor tenciona fazer uma forte aposta na captação de mais alunos, em especial, estrangeiros, e em mais projectos. Pretende virar-se para o exterior, de forma a aumentar a colaboração com as instituições regionais e locais e tentar renovar e aumentar as parcerias com empresas privadas.

A nível interno, uma das principais promessas é a de criação de c0ndições para que “a Escola Superior de Saúde seja instalada no Campus de Gambelas, de modo a criar sinergias com o actual Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina, que esperamos que se transforme em faculdade, e terminar com a actual situação em que temos mais de 400 estudantes com aulas em dois locais que distam entre si quase de 6 quilómetros”.

Outro dos projectos relevantes é finalizar com uma candidatura para a criação de um pólo tecnológico, que permitirá a instalação de empresas no seio da Universidade do Algarve para além das que aí já se encontram incubadas.

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