Muita emoção no Dia da Cidade de Portimão em que se recordou o incêndio de agosto

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A sessão solene do Dia da Cidade de Portimão teve, este ano, momentos de grande emoção, ao serem recordados alguns dos momentos vividos por pessoas que ajudaram os operacionais e afetados pelo incêndio de agosto.

Um dos principais foi protagonizado por Margarida Costa, subchefe dos Bombeiros Voluntários de Portimão, que apesar de, na altura, estar de baixa, resolveu ir para o quartel e coordenar a equipa que recebeu os alimentos e bens que populares fizeram questão de ir entregar.

Recordou que muitas dessas pessoas até “não tinham muitos alimentos em casa, mas vinham com um saquinho com uns pacotes de bolachas, umas compressas, um pomada para as queimaduras para dar aos bombeiros que estavam no teatro de operações.”

Os bens entregues foram tantos que a corporação levou cerca de “dois meses” a distribuí-los, através dos Bombeiros de Portimão, Monchique e Silves, das autarquias e de algumas associações.

Apesar das  dificuldades que viveu, Margarida Costa diz que também houve momentos de muita alegria, que fez muitos amigos e que ficou sensibilizada com a solidariedade e generosidade dos portimonenses.

No final da sua intervenção ficaria ainda mais emocionada, uma vez que lhe foi entregue o crachá de ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses, o galardão máximo que aquela entidade atribui.

Outro dos testemunhos ouvidos foi o da professora Paula Teixeira, que liderou uma equipa que confecionou milhares de refeições para os operacionais que estavam no combate às chamas. Recorda que os dias de trabalho voluntário “começavam às 7 horas da manhã e que duravam, por vezes, até de madrugada.”

Ao longo desses dias “houve silêncios pesados, houve risos, houve abraços, houve luta contra o tempo e houve palmas quando fechávamos uma caixa de refeições.” Recordou, também, uma história particularmente feliz e inspiradora, a de dois jovens que estavam de férias e resolveram largar a praia e ir ajudar. Conheceram-se aí, apaixonaram-se e hoje vivem juntos, o que a faz dizer que “das cinzas nasceu o arco-íris.”

Para além de Margarida Costa e Paula Teixeira, também o radialista João Costa, o padre Paulo Duarte e o humorista Fernando Mendes (estes dois através de mensagens) recordaram as experiências que, na altura, viveram.

Foi, ainda, feito o reconhecimento público a cerca de quatro dezenas de instituições públicas, de solidariedade e empresas que disponibilizaram bens e serviços para apoiar os bombeiros e a população.

 

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