Falência da Thomas Cook provoca prejuízos de “muitos milhões de euros” ao turismo algarvio

O operador turístico Thomas Cook anunciou a falência, situação que, diz o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, vai provocar prejuízos de muitos milhões de euros às unidades de alojamento algarvias.

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Em que medida a falência da Thomas Cook afeta o setor turístico algarvio?

Esta não é uma falência qualquer pois envolve o segundo maior operador turístico da Europa, que estava disseminado por muitos países (Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Holanda, países nórdicos, França, Polónia, República Checa, entre outros), tendo, portanto, uma dimensão significativa.

Daí o impacto enorme que está a ter no turismo do Algarve, sobretudo nas empresas hoteleiras e turísticas que trabalhavam com o grupo, que vão ter prejuízos de muitos milhões de euros. Para além disso também vão sair prejudicados pelo facto de os turistas que tinham anteriormente feito as suas marcações através da Thomas Cook já não virem para o Algarve.

A falência foi uma surpresa para o setor hoteleiro?

É verdade que a sua situação financeira difícil já era conhecida desde há algum tempo, mas havia alguma expectativa e esperança que fosse possível recapitalizar o grupo, o que acabou por não se verificar.

Será fácil substituir este grupo por outros?

Normalmente o que acontece é que a seguir às falências se assiste a uma disputa por parte dos outros operadores pela quota de mercado que fica disponível. Surpreendentemente, pelo menos para já, isso não parece estar a acontecer, há alguma retração por parte de operadores com alguma dimensão.

Acontece que os operadores turísticos têm vindo a perder importância enquanto canais de distribuição e comercialização, já não atingem, no caso do Algarve, 50% dos turistas totais que nos visitam e com tendência para baixar. Há, portanto, novas realidades que deixam apreensivos os agentes económicos, nomeadamente, os hoteleiros, que estão no fim da linha.

Alguns turistas afetados por esta situação têm-se queixado à imprensa britânica de que há hotéis que lhes exigem o pagamento que, anteriormente, já tinham feito à operadora. Isso está a acontecer no Algarve?

Sei que em alguns países ocorreram situações desse género, mas não tenho conhecimento de que se tenham registado no Algarve. O que acontece normalmente nestas circunstâncias é que o Fundo de Garantia assume o pagamento das estadias a partir do anúncio da insolvência bem como o repatriamento dos turistas para os seus países de origem. Em princípio será isso que está a acontecer nas unidades turísticas da região.

 

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