Covid-19: Ponto de situação no concelho de Lagoa

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No concelho de Lagoa, até esta altura e excetuando um único caso surgido no início e ligado ao foco de Portimão, não foram registadas pessoas contaminadas pelo vírus Covid-19, diz o presidente da Câmara, Luís Encarnação, nesta entrevista em que se faz o ponto de situação no concelho.

A Câmara encerrou o Balcão Único Municipal. Isso significa que, a partir de agora, os contactos com os cidadãos passam todos a ser feitos por telefone e email ou haverá exceções, alguns casos que continuam a ser presenciais?

Os contactos passam a ser feitos por via telefónica ou por email. Naturalmente que, se houver algumas situações extraordinárias que exijam o atendimento presencial, ele será feito, mediante marcação prévia.

Tomámos esta decisão depois de avaliar três dias de atendimentos no Balcão Único, que tínhamos deixado aberto, de forma condicionada, para tratar de assuntos urgentes.

Chegámos à conclusão que 80 a 90% das situações que ali apareciam podiam perfeitamente ser tratadas por outros meios, pelo que não se justificava estar a expor os nossos funcionários a riscos desnecessários.

Isso significa que uma parte elevada dos vossos funcionários está, nesta altura, a trabalhar a partir de casa

Temos muita gente em teletrabalho, temos muita gente em casa a apoiar os filhos menores de 12 anos de idade e, a partir de amanhã, seja ou não decretada no país a situação de emergência, a autarquia ficará em regime de serviços mínimos, assegurando apenas os serviços públicos essenciais.

Serviços essenciais vão continuar a ser prestados

Nos últimos dias tenho visto várias viaturas e funcionários da autarquia a fazer desinfeções em espaços públicos. Essa é uma da vossas preocupações?

Exatamente. E esses são alguns dos serviços que vão manter-se em permanência, garantindo a segurança e o menor risco possível dos nossos funcionários.

Vamos manter em nível máximo serviços como a recolha dos resíduos sólidos urbanos, limpeza urbana, água e saneamento.

Iremos também manter funcionários no Balcão Único, embora em atendimento telefónico e por email e com um ou outro atendimento presencial, caso seja mesmo necessário.

Voluntários para compra de alimentos e medicamentos para idosos e doentes crónicos

A Câmara anunciou, recentemente, que, em colaboração com as juntas, está disponível para ir comprar alimentos e medicamentos para que as pessoas mais idosas e os doentes crónicos não tenham de sair de casa. É um serviço que já está em funcionamento?

Encontra-se a funcionar desde ontem e estamos na fase de limar arestas e de optimização do serviço.

Lançámos um apelo para que quem se queira voluntariar para nos ajudar o possa fazer. Há funcionários nossos que já se chegaram à frente e temos a colaboração das juntas, dos escutas e das instituições de solidariedade social.

Ainda assim, é um serviço que queremos reforçar para os tempos que aí vêm. A ideia é proteger as pessoas mais vulneráveis, os munícipes com mais de 65 anos, os portadores de doenças crónicas e autoimunes para que não tenham de sair de casa para fazer este tipo de compras essenciais.

As pessoas que se queiram voluntariar como podem fazê-lo?

É só contactar-nos através do número verde que criámos (800 272 475) ou do contacto telefónico geral da Câmara (282 380 400). Para além disso criámos e deverá ficar online ainda hoje uma plataforma onde também é possível proceder às inscrições.

Os idosos ou doentes crónicos que precisem do serviço podem usar o referido número verde e também os contactos das juntas e uniões de freguesia do concelho.

Mercados municipais não foram fechados

Há autarquias que decidiram fechar os mercados municipais. Os de Lagoa vão manter-se abertos?

Avaliámos essa situação mas decidimos, para já, mantê-los abertos porque os nossos mercados são pequenos, têm pouca gente e aí praticamente só são vendidos bens alimentares, que são essenciais.

Naturalmente que, quer os vendedores quer os clientes, têm de seguir as regras de espaçamento entre pessoas, do número de clientes que podem estar no espaço ao mesmo tempo, para além de termos vindo a reforçar as medidas de higienização.

Pelas informações que tem, a população do concelho tem reagido bem e acatado as restrições a que, devido à crise, todos estamos sujeitos?

Está a acatar muito bem. Quero aproveitar esta oportunidade para felicitar e congratular todos os lagoenses pela atitude responsável que estão a ter.

Terminámos ontem a nossa fase de sensibilização junto dos estabelecimentos de comidas e bebidas e o reporte final que tive por parte dos serviços de fiscalização é que muitos já tinham encerrado por decisão dos seus responsáveis.

No fim de semana houve algumas dúvidas sobre se o despacho do Governo incluía as embarcações marítimo-turísticas, chegámos à conclusão que não as especificava, mas os próprios operadores decidiram, por unanimidade, suspender a atividade enquanto durar a pandemia, pelo que essa situação também já está resolvida.

Creio que toda a comunidade lagoense está consciente de que para ganharmos esta dura batalha contra um inimigo invisível é muito importante que sejam cumpridas as medidas de segurança e higienização e o isolamento social.

Para já, não há novos casos confirmados no concelho

Há dias, a Câmara informou que uma das pessoas afetadas pelo primeiro foco de Covid-19, que surgiu em Portimão, é residente em Lagoa. Tem conhecimento que, daí para cá, tenha surgido mais algum caso envolvendo habitantes do concelho?

Não, para já só há esse caso confirmado. É importante dizer que, como referiu, está ligado ao foco de Portimão e ainda há pouco falava com a minha colega presidente desse município que me disse que, aparentemente, essa cadeia de transmissão está inativa, o que é uma boa notícia.

Têm surgido casos suspeitos que, felizmente, têm dado negativo. Como sabemos, esta é uma situação muito dinâmica, pode mudar a qualquer altura, mas vamos esperar que assim continue.

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