Boa Esperança apresenta comédia que tem Isilda Gomes como ‘atriz’ convidada

O Boa Esperança estreia este sábado, no Teatro Municipal de Portimão (TEMPO), a comédia «Marafada Quarentena». O seu encenador, Carlos Pacheco, promete a quem for assistir à peça muitas gargalhadas e segurança máxima.

Foi difícil preparar este espetáculo numa situação tão atípica como a que vivemos?

O desafio de avançar com esta comédia foi lançado pela presidente da Câmara, para, de alguma forma, colmatarmos o prejuízo que tivemos com a revista que tínhamos preparada e que, devido ao surgimento do surto de Covid-19, acabou por ainda não ter sido levada ao palco. Para já ficou em stand-by e contámos estreá-la, em princípio, em janeiro do próximo ano.

O que pode esperar que for assistir a esta comédia?

É baseada em muitas situações decorrentes da pandemia e nas quais tenho a certeza que as pessoas vão rever-se. Conta a história de uma família um bocadinho disfuncional, que estava à beira do divórcio. Entretanto, surgiu a Covid-19 e os seus elementos viram-se obrigados a ficar juntos em casa, tendo acabado por solidificar os laços entre si, a ponto de deixarem de pensar em separação.

Pelo meio vão aparecendo muitas situações hilariantes que as famílias passaram ao longo destes meses, desde termos de ser os nossos próprios cabeleireiros e cozinheiros e desenvolvermos atividades que não estavam na ordem do dia, como as limpezas e arranjos em casa.

A equipa é a habitual ou têm elementos novos no elenco?

É a equipa base mas, como isto não é uma revista, sem os bailarinos. São seis elementos do grupo habitual que vão estar em palco, a que se somam duas outras pessoas que vão trazer algumas novidades.

O facto de ser levado à cena do Teatro Municipal de Portimão (TEMPO) e não nas vossas instalações é por aí haver mais lugares disponíveis?

Sim. O TEMPO tem lotação superior a 400 lugares, mas com estas novas medidas de contingência, vamos receber menos de 200 espetadores em cada sessão. Fazemos questão de implementar todas as condições de segurança, até porque, em geral, as pessoas que vão mais a este tipo de espetáculo são de idade mais avançada e de maior risco e não queremos que haja qualquer problema.

O uso de máscara vai ser obrigatório, cada uma das cadeiras a utilizar vai ter uma forra descartável, que só será utilizada uma vez e haverá o distanciamento de cerca de dois metros entre as pessoas. Teremos, também regras a cumprir à entrada e à saída, de forma a evitar ao máximo os contactos físicos.

Vocês convidaram a presidente da Câmara para fazer uma pequena participação virtual. Como é que ela se saiu? É uma opção de carreira com que ficou para quando abandonar a política ou achas que é melhor dedicar-se a outra atividade?

A Isilda Gomes é uma pessoa extremamente bem disposta e quando colocou o TEMPO à nossa disposição durante o mês de agosto, lancei-lhe o desafio de fazer parte do elenco. Ela aceitou, vimos como é que poderia ser feita a sua participação e portou-se como uma atriz de mão cheia.

Tive para com ela a exigência que tenho para outro qualquer elemento do elenco, mas ela própria fazia questão de repetir quando via que as cenas não tinham ficado como queríamos.

Foi muito giro e estamos muito satisfeitos com a participação da nossa presidente, que é uma mulher com grande sentido de humor.

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(Dirigido a maiores de 12 anos e com lotação limitada, o espetáculo vai para o ar nas noites de quinta-feira, sexta-feira e sábado, a partir das 21h30, custando os bilhetes 10 euros, com reservas em tempo.bol.pt, ou pelos seguintes contactos: telefone 282 402 475, telemóvel 961 579 917, email teatromunicipaldeportimao.pt)

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