Vereador do CDS de Portimão ‘atira-se’ ao primeiro-ministro em defesa do Autódromo

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O vereador do CDS de Portimão, José Pedro Caçorino, critica declarações feitas pelo primeiro-ministro relativas ao Autódromo Internacional do Algarve (AIA), quando anunciou que o grande prémio de MotoGP, que se realiza este fim de semana, não terá público nas bancadas.

António Costa justificou, a 30 de outubro, a decisão por entender que o que se passou na prova de Fórmula 1 foi “absolutamente inaceitável e irrepetível”, tendo demonstrado “a incapacidade do promotor” de realizar este tipo de eventos com público.

José Pedro Caçorino considera que estas afirmações, “além de infelizes e sem fundamento, poderão acarretar a diminuição da credibilidade pública do AIA, nomeadamente, aos olhos das entidades internacionais que licenciam e autorizam a realização de provas desta dimensão e importância em Portimão, sendo até de questionar se tais declarações, vindas do sr. primeiro–ministro, não poderão fazer recear pela viabilidade da realização de provas de Fórmula 1 e Moto GP no AIA em anos vindouros”.

Em face disso, apresentou uma proposta de indignação pelas palavras do primeiro-ministro, a qual, informa em comunicado, deveria ter sido votada na reunião de Câmara de 4 de novembro.

Acontece que, na altura, adianta, os eleitos do PS manifestaram total abertura para a votar favoravelmente, desde que o teor da mesma pudesse ser negociado”, pelo que decidiu retirar a proposta, “tendo sido agendada uma reunião extraordinária para dia 6 de Novembro, a fim de a discutir e votar”.

Acontece que tal reunião não chegou a realizar-se e, entretanto, “não existiu qualquer iniciativa dos eleitos do PS, no sentido de encontrar um entendimento que permitisse discutir e votar uma proposta consensualizada, que defendesse o AIA e os seus respostáveis das insinuações infundadas do sr. primeiro–ministro”.

Em face disso, José Pedro Caçorino acabou por colocar o documento a votação na reunião desta terça-feira, tendo a mesma sido rejeitada com os votos contra dos eleitos do PS, “com o argumento de que a linguagem usada seria desrespeitosa para com o sr. primeiro–ministro, facto que não deixa de ser curioso, já que a adjetivação usada nesta segunda proposta é a mesma da primeira”. 

O eleito do CDS considera que o que se passou ao longo deste processo foi um “tipo de expedientes e manobras”, por parte da maioria socialista “próprios dos comissários políticos que só querem agradar aos Camaradas de Lisboa”.

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