Um negócio em expansão e com a internacionalização no horizonte

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(2ª parte de uma reportagem inicialmente publicado no Portimão Jornal, que pode ler na edição impressa ou online, aqui. Pode também ler a 1ª parte aqui).

Leonardo Mariano é um dos empreendedores que escolheram a StartUp Portimão para instalar e fazer crescer o seu negócio, o ‘Breakfastaway’. Trata-se de um serviço de entrega de pequenos-almoços ao domicílio que, atualmente, funciona em Lisboa, Porto e Braga e que, muito brevemente, irá, também, chegar a Portimão e Lagos e, a partir daí, expandir-se para todo o Algarve.

Mas a ambição de Leonardo Mariano não é contida pelas fronteiras nacionais. Já está a pensar na internacionalização, tendo definido como primeiro ‘alvo’ a Espanha e, como segundo, a Itália.

Através da sua plataforma online, diz o empresário, “qualquer pessoa, empresa ou instituição pode pedir a entrega de um pequeno-almoço de hotel em sua casa”.

O projeto nasceu em 2018, com outros fundadores, mas foi este ano que registou o seu maior crescimento. A pandemia da covid-19 não teve, neste caso, consequências negativas, antes pelo contrário, pois “a empresa cresceu 45%”.

A vertente que mais tem contribuído para esta evolução positiva é a corporativa. Muitas empresas têm os seus funcionários a trabalhar a partir de casa e, sobretudo quando há reuniões ‘virtuais’, algumas delas contratam os seus serviços para levarem o pequeno-almoço aos participantes.

Ainda recentemente, diz Leonardo Mariano, “uma grande empresa contratou-nos para fazer uma entrega dessas, em simultâneo, em Lisboa, Porto e Braga, que correu muito bem”.

O seu modelo de negócio consiste na realização de parcerias com pastelarias que se situem nas zonas onde a empresa está implantada. Elas preparam os pedidos, que depois são levados à casa dos clientes através de estafetas.

Outro importante nicho de mercado é o das ofertas. Há quem decida oferecer, nos aniversários ou em outras datas importantes, um pequeno-almoço a um familiar ou amigo, juntamente com uma mensagem de parabéns.

Leonardo Mariano mostra-se entusiasmado com a evolução que a sua empresa tem tido e as perspetivas que se lhe apresentam. Considera que “a pandemia veio forçar as pessoas e as empresas a utilizarem cada vez mais os canais digitais, acho que em menos de um ano atingiu-se, a esse nível, um patamar que, em condições normais, só alcançaríamos numa década”.

Por outro lado, acredita que o teletrabalho veio para ficar e que, por isso, o tipo de serviço que proporciona vai continuar a ter cada vez maior procura. E, como as coisas têm corrido bem e as previsões são positivas, o empresário não pensa introduzir grandes alterações no seu modelo. Quanto muito, em termos de diversificação, apenas admite “eventualmente, começar a entregar lanches, a meio da tarde, mas não mais do que isso, quero manter a essência do negócio”.

Vindo do outro lado do Atlântico, do Brasil, este contabilista e economista de 43 anos de idade arrancou com o seu projeto através do programa StartUP Visa, que dá facilidades de acolhimento a empreendedores estrangeiros que pretendam investir em Portugal. Isso implicava que se estabelecesse numa incubadora de negócio, tendo, já este ano, optado pela StartUp Portimão por entender que “as pessoas que a dirigem são bastante ativas e dinâmicas e prestam um importante apoio aos empreendedores, sobretudo ao nível da mentoria e dos contactos”.

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