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Algarvios castigados por não chover

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Os consumidores algarvios vão ser castigados pela falta de chuva. O preço da água de consumo vai subir entre 15 e 50%, a partir do primeiro escalão, segundo foi decidido numa reunião realizada esta sexta-feira, na AMAL- Comunidade Intermunicipal do Algarve, com base numa proposta da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR).

Dos 16 municípios algarvios, apenas Silves manifestou a intenção de não implementar esta medida.

A AMAL diz que “a alteração aos tarifários integra um conjunto de medidas, já anunciadas pelo Governo, para se reduzir em 15% o consumo de água, face ao grave problema de seca na região”. E adianta que “os aumentos deixam de fora o primeiro escalão, no segundo a subida será de 15%, no terceiro de 30% e no quarto escalão chega aos 50%”.

Esta entidade, formada pelos 16 municípios algarvios, adianta que os escalões não são iguais em todos os concelhos, mas, de uma forma geral, os consumos estão distribuídos da seguinte forma:  primeiro escalão até aos 5m3 de consumo por mês (fica isento de aumento); segundo escalão entre os 5 e os 15m3 de consumo mensais e que abrange a maioria dos  consumidores; terceiro escalão vai dos 15 aos 25m3 de consumo; e quarto escalão acima dos 25m3.

“Os municípios algarvios estão obrigados a alcançar a meta de 15% na redução de  consumo de água, estabelecida pelo Governo, e irão ser aplicadas multas nos casos  em que persistam usos considerados excessivos”, segundo a AMAL.

Além disso, “os municípios que, pelo segundo mês consecutivo, não reduzam o consumo, sofrem uma redução na água que lhes é fornecida, o que significa que irão ter menos água disponível nas torneiras”.

O presidente da AMAL, António Pina, afirma esperar que, desta forma, “se ganhe real consciência do grave problema que vivemos, na região do Algarve, e que obriga ao envolvimento e ao esforço de todos”.

O autarca diz que no caso do segundo escalão “se uma família poupar 15% no consumo, o aumento no tarifário vai ser nulo. Nos restantes escalões, se os consumidores adotarem a mesma postura, também não vão sentir a subida dos tarifários, mas quem não poupar, quem não for solidário com  todos os outros consumidores e continuar a gastar mais água do que deve e  necessita, vai ser penalizado, podendo, no limite, pagar mais 50% do que paga atualmente”.

A AMAL refere que, para além do aumento dos tarifários, os municípios já estão, há vários meses, a implementar uma série de outras medidas, com vista a baixar o consumo de água, como por exemplo, redução da rega nos espaços verdes, da lavagem de ruas e do tempo de funcionamento das fontes e fontanários, entre outras.

Esta entidade acrescenta que as câmaras estão também, “ao abrigo do PRR, a executar obras de reabilitação dos sistemas de abastecimento em baixa, com o objetivo de reduzir as perdas reais de água. 

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