Cultura

Fake news: a verdade está a perder a batalha nas redes sociais?

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As questões relacionadas com a desinformação que se vive nas redes sociais estiveram em destaque no passado dia 29 de maio, na Biblioteca Municipal de Portimão.

A convidada foi Inês Cardso, jornalista, actualmente a exercer as funções de diretora-geral do “JN”, “TSF” e “O Jogo”.

Na sua intervenção, abordou os impactos que as fake news e a desinformação têm nas pessoas e nas sociedades e das formas como é possível não entrar neste ‘jogo’.

Na origem de tudo está o facto das “redes sociais viveram do envolvimento, o que faz com que favoreçam conteúdos que polarizam, geram reacções, dividem e despertam emoções”.

A desinformação adapta-se bem a esse modelo porque “é rápida, simples e emocional”. Por regra, é difundida através de “vídeos curtos, que desvalorizam o contexto e notificações que transmitem a sensação de urgência e favorecem a impulsividade”.

Outro dos mecanismos essenciais das redes sociais é o “scroll infinito, que incentiva o consumo automático e reduz o tempo de análise”, o que também beneficia a difusão e consumo de conteúdos falsos.

Inês Cardoso apelou a que não se acredite piamente em tudo o que nos é posto à frente pelas redes sociais e que as pessoas devem confirmar as supostas informações através de fontes credíveis.

Mas também deixou uma autocrítica à classe de que faz parte. Por precisarem de sustentabilidade financeira e de resultados, por vezes, “nós, jornalistas, acabamos por ceder também a esta lógica um bocadinho de notícia-espetáculo, com artigos mais sensacionalistas”.

Mas, apesar de todas os defeitos, limitações e insuficiências, a verdade é que o jornalismo continua a ser um aliado das pessoas que procuram informação credível, pois “nós temos uma formação e um código de que nos obriga antes de libertar uma informação a verificá-la, a perceber a fonte, a ouvir pessoas de perspetivas diferentes”.

Vídeo em destaque:

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