Jovem portimonense quer vencer o “The Voice Kids”
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Valéria Guba é a representante portimonense no concurso de talentos ‘The Voice Kids’, que está a ser transmitido, aos domingos, na RTP1.
Já ultrapassou a fase dos ‘castings’, da ‘prova cega’ e das ‘batalhas’ e este domingo, 11 de junho, procura ultrapassar mais uma fase e seguir em frente. Para isso vai precisar do maior número de votos possível dos portugueses. O número de telefone a utilizar para o efeito será divulgado no decorrer do programa.
A jovem, de apenas 13 anos de idade, está convencida que também será capaz de cumprir com sucesso este desafio e de “chegar à meia-final ou até mesmo vencer o concurso”.
Curiosamente, a primeira sugestão para entrar no programa não partiu da pequena cantora ou da família. Como Valéria passa a vida a cantar e a tocar em casa, lembra a mãe, Mariana, “em determinada altura, fomos perguntar aos vizinhos se isso não os incomodava”.
Responderam que não e foram eles próprios que, detetando o talento vocal da jovem, sugeriram que a candidatassem ao ‘The Voice Kids’, “e até disseram que se não o fizéssemos, seriam eles a inscrevê-la”.
A família acabou por seguir o conselho, abrindo-lhe, assim, as portas para esta grande aventura.
‘CASTINGS’ E ‘PROVAS CEGAS’
O primeiro desafio foi a participação nos ‘castings’, em competição com muitas centenas de outros jovens de todo o país.
A sua prestação inicial agradou tanto à produção que, ao contrário do que é normal, a convocou, no mesmo dia, para um segundo ‘casting’, igualmente convincente, tendo voltado para casa logo com a garantia de participar nas ‘provas cegas’.
E também aí as coisas correram muito bem. Mal começou a entoar a música ‘I don’t wanna be you anymore’, um grande sucesso de Billie Eilish, virou logo a cadeira de Fernando Daniel e, nos minutos seguintes, dos restantes três jurados, Bárbara Tinoco, Carlão e Áurea.
Todos reconheceram a qualidade da sua interpretação e lutaram – com exceção de Bárbara Tinoco, que foi bloqueada – para tê-la na sua equipa. Da boca destes reconhecidos profissionais da música ouviu muitos elogios, tais como “foste incrível” ou “parecias um passarinho a cantar”.
No final, ainda foi surpreendida com mensagens de apoio, em vídeo, de tios e primos a partir da Moldávia, terra de nascimento dos seus pais, que a deixaram visivelmente emocionada.
“ESTAVA MUITO NERVOSA”
Acabou por escolher Fernando Daniel como mentor, não apenas por ter sido o primeiro a acreditar em si, mas “por gostar muito dele e da sua música” e, seguramente, será uma das muitas pessoas que vai estar a aplaudi-lo quando, em agosto, ele vier a Portimão atuar no festival ‘Mar Me Quer’. E, quem sabe, até pode ser que se lembre a convidá-la a subir ao palco para cantarem uma música juntos…
A 28 de maio, voltou a entrar em casa dos portugueses em mais uma eliminatória, agora para participar numa ‘batalha’ musical, com duas outras colegas.
Venceu mais este desafio e agora o próximo está agendado para o dia 11 de junho, altura em que participa, em direto, na gala que, espera, ditará a sua passagem à fase seguinte.
Nessa altura já não dependerá apenas da opinião dos mentores, sendo o seu futuro no concurso decidido pelos telespetadores, que serão convidados a votar por telefone. Valéria Guba confessa que, nas primeiras vezes que subiu ao palco “estava muito nervosa, mas na fase da ‘batalha’ já não senti tanta pressão”.
TALENTO PRECOCE PARA A MÚSICA
A mãe lembra que a sua ‘queda’ para a música foi notada “muito cedo, tinha aí uns quatro ou cinco anos”. Para cumprir o sonho de fazer carreira nesta área, Valéria passa uma parte do seu tempo a apreender e a melhorar os seus conhecimentos e capacidades não só como cantora, mas igualmente na arte de tratar por ‘tu’ instrumentos como a guitarra e o piano.
Também faz parte de uma banda, os EMNA, que “toca música pop e rock, ‘covers’ e alguns originais compostos pelo meu professor de música”.
A participação no programa televisivo começa a fazer com que seja reconhecida na rua, nas lojas onde se desloca e, sobretudo, na Escola EB D. Martinho Castelo Branco, onde frequenta o 7º ano.
Trata-se de uma situação que, diz, por um lado, “deixa-me um pouco envergonhada”, pois choca com a sua personalidade tranquila e discreta, mas que, por outro, lhe agrada, pois “é sinal que as pessoas gostaram das atuações”. E é algo a que terá de se habituar caso queira mesmo fazer carreira no mundo artístico.
Caso isso não aconteça ou como complemento a essa atividade, já decidiu que, quando for grande outro dos seus objetivos é ser veterinária.
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